Postagens

Mostrando postagens de abril, 2015
Ao partir, bateu a porta. Sem demora sumiu no perfume das Bromélias. O Crepúsculo repousou-se sobre o horizonte, enquanto sua imagem fundia orvalho e saudade. Mesmo composto por indumentária rajada de essências nativas do seu último abraço, optei por desnudar-me da depressiva nevasca. Mesmo que não volte! Saiba de antemão que Tu nunca haveria partido de fato, fazendo morada no ninho da minh' alma!    
                                                      Falta o bem princípio Folha seca. Viajante de Ribeiro abaixo. Tornava-se pó no árido deserto da arrogância. Desprendia-se do estado verbal como flecha atirada aos povos de outra Nação. Apodrecia o seu caráter cogitando diferença de igualdade. Adorava papéis que tem mais valor que vida. Enquanto a existência é despejada valão abaixo, preocupa-se fervorosamente com objetos, demonstrando inteira insatisfação com o que tens em sua posse. Este morto, não merece viver esta morte diante das muitas mortes de princípios, que o vento do próprio umbigo insiste em levar para o vale do despenhadeiro da intolerância.  
Gulosa. Degustou minha tara com cara tara. Não para. Carinho é bom como o som de uma voz ao ouvido. Sussurro bandido. Sonoro desejo desliza audição. Fagulhas de fogo acendem brasão. Vulcão, explosão, emoção, coração, tesão. Toca o toque desta boca concorrente. Lambendo a carnalidade dos lábios exprimidos e carentes. Sinta-se devastada, Raposa propagada .
Chore aqui. Chore em meus braços. Chore outra vez. Chore o sorrir de outra lágrima. Componha chorar no sorrir de brincar. Leveza da Alma e a culpa se vai, chorar causa sono, não é nada demais. Pedir aperto molhado do olhar, arrasta o tal sentimento pra todo lugar. Chorar causa sono. Bocejo do dom de sentir o fluir. Corpo humano, tão humano que amo. Chore. Chorar faz bem. Não chore por ninguém, somente por alguém .
Abra-me a boca da avareza dos teus mundos. Colapsos horizontais disseminam as suturas canibais polidas ocasionalmente. Tudo dúbio, cavalo malhado no caule calcário. Ameniza Ametista que concubina assobia. Sabiá sabia justiça brincando de voo. Cantavas no Mar remoto um palmo de altivez.  
Das asas dos olhos da noite, luminosidade revestindo um súbito qualquer. Diferente apaisano, metano galgado em sua fria distorcida. Reverenciei a sombra branca que manchava o orgulho do sombrio.  Caminhei pelo escuro, pisando na noite e mordendo o vento negro. 
Mostra-me o que os teus pensantes ares coagulam neste imediato exibir. Fala-me dos teus conhecimentos a cerca da felicidade solitária. Conduz os meus atos aos teus e traga-me mais uma taça de boas palavras. Conforta-me na serenidade do teu olhar implodido de compaixão e ternura. Da-me outra vez a beleza de ouvir seu cantar em poesia. Toca-me com alma de gosto e rosado no rosto. Entorna-me sobre o querer que tu tens e deixa-me devastar o teu equilíbrio e a tua sanidade. Arrancarei o seu tédio com beijos rebeldes. Amaldiçoarei a sua maldição traduzindo em milagres os portos da sua integridade.     
De hoje em diante, voltei no passado. Vi o ônibus que partia para onde eu ia. Entrei nas ondas do Sol matinal que meu rosto aquecia. Minha idade era pouca diante do muito do mundo. Neste dia, chamado Domingo, eu visitaria meus irmãos. Após o culto, Mamãe de mãos dadas comigo me dava atenção. O sorriso se fez mais uma vez. Passado embaçado. Lembrança que me traz lembranças. Ah, como é bom estar de volta ao começo.
                                                              ARTE MULHER        Pálpebras abrangentes. Sobrancelhas imediatas.  Olhos de cor e olhar profundo. Lábios salientes. Cabelos perfumados. Fala disciplinada. Corpo de cor dourada. Curvas acentuadas. Toque desconcertante. Sorriso de brilho brilhante. Sentimento de quem sente. Atitude de quem gosta. Calor que incendeia a carne. Entrega de quem ama. Expressões que demonstram verdade.  
 Pólen que tempera flores.  Flores que exalam odores, com várias cores que inspiram amores. Amores que causam dores. Dores que causam amores. Ato de observância das tonalidades que surgem na infância. Dores e amores degraus da experiência precoce. Experiência tamanha formadora de vida. Vida expelida em variáveis que resultam em morte. Morte que causa vida em cada vivida. Que viva a vida vivendo em sintonia com o agora.   
Trovão azul, ventilando a respiração do espaço. Luzes rabiscam as nuvens desordenadas. Faro de boca pintada. Boca carnuda molhada. Inteligência cavando a cabeça da mente. Do corpo da sombra de tantos sentidos. Veloz cadarço preso em desmonte de coisas grandes.  Chumaço de gotas em leque de água corrente que prende as pernas dos Alces alpinos.  Tentado atentado ao varrendo dos pensantes.  
TATO  Refino purificado em amatório contrato. Desta substância liquidifiquei censura e admoestação. Brusca sensibilidade, se arriscando nos beirais das concordâncias fundamentais. Gosto que gosta gostoso da aventura membrana da vida. Caros relatos ponderam intimamente a condição de servidor. Servir também é um ato de nobreza.   
Toda vez que te arrancarem a alma através das lágrimas. Grite sua dor em silêncio profundo. Se matarem tua dignidade com afinidade em retrocesso. Debruce nos ombros de quem tanto confias e deixe que suas emoções deslizem sobre as rochas da compreensão. Toda via, matar ou morrer é pra quem se entrega a luta. Morrer sem lutar é pra quem se entrega a falta de crença na esperança. Viva sua luta morrendo de amor pela vida que mata a dor que maltrata. Entregue-se ao sorriso que vem ao longe. 
Das Framboesas somente o sumo. Da tua beleza vital consumo. De um mero quero, Amora flor. Servindo a vida em teu favor. Ninguém se importa com o interno seu. Me espanta a fala que apareceu. Jorrando belo por sobre tua alma. Falando amor em ações que te acalma.
Quando teus sonhos sufocarem os inícios da tua real esperança.  Vista de despertar, o sono da consciência que liberta de uma só vez, a limpa realidade.
Fortaleça as memórias compenetradas no ângulo frontal da sua estrada.