Postagens

Mostrando postagens de junho, 2015
Se há causa no tom avermelhado do seu globo ocular, então submeto-me a expandir glória nos neurônios das palmeiras ao longo da caminhada pelos seus nadas. A nitidez que deprime o vestido de noiva ao reflexo do olhar marejado de sonhos, do outro lado daquela vitrine.  Bonito ferido, decepou seu vigor de maneira suntuosa. Apelidou-se de sombras e desgovernou-se em demasia. Mesmo que cercado por calor humano, este, que se sente apavorado consigo, derrama fagulha nas palhas D'Alma.   
                                                                    Na Época Em um trem antigo e muito luxuoso, chamado vulgarmente de Maria Fumaça, encontrei o passado perdido. Ali observei cada detalhe do seu interior. Assentos revestidos com couros, acolchoados aveludados e madeiras de primeira. Lustres a base de lamparinas, cortinas de tecidos sedosos e carpetes macios e decorados por todos os vagões.  O perfume floral delicioso misturado ao cheiro de charuto me chamou muito a atenção. Um casal conversava e demonstravam muita elegância em seus estilos e comportamentos. Ele além de ter uma ótima aparência física, tinha porte e postura. Estava vestido com um terno bem alinhado, usava um chapéu a caráter e possuía muitas jóias em seus dedos, além de pitar o charuto. Mas o que mais me chamou a atenção foi ...
  Bate o sino e o som navega por sobre o vento.         Suas asas se escoram nas macieiras ao longo das vestes do tempo.         Embora se vê o deitar desta sombra por sobre a face do leito selvagem, se nota também a passagem da sã corredeira ao gosto do cheiro das muitas maçãs.      As mãos que passeiam nos trigos, são as mesmas que almejam sua pele.       Calcei meus caminhos com as flores da terra, buscando beleza fugindo da guerra.        Visitei a reflexão por várias e várias vezes até encontrar um lugar onde eu pudesse me deitar.     Deitei-me por sobre os montes aos montes, uivei na cadência da fêmea que me farta de tanto carinho.  
                                                                        A Realeza Como Príncipe me levanto para que alguém se sente. Dou Bom dia, Boa tarde, Boa noite e pergunto: Como vai você? Sou mais Honesto com as pessoas do que comigo. Exerço a humildade, igualdade, sinceridade e ainda encontro tempo para ser modesto. Amo a verdade, mas tenho a mentira como parte de mim e por isso me despedaço a cada dia para viver o máximo da minha verdade. Sou mais admirador do que há por dentro do que o que há por fora. Sei ouvir e aconselhar para o bem. Ando sempre disposto a estender a mão. Apesar de endurecido por traumas durante o percurso da vida, tenho bons sentimentos e ainda, sei ser um bom romântico, galanteador, condutor de boas frases e um nato carinhoso. Entendo a hora de ser sutil, br...
                                                                      Prazer que escorre Aperte os teus olhos outra vez.  Que pele! Que rosto! Ao lábio dourado o gosto de beijo. Ao corpo inflamado mortal é o desejo. Cheiroso este lugar, onde gosto de ficar e beijar. Sentindo o quentinho, em seguida o arrepio. Na hora da língua nenhum pio. Escuro e molhado na sombra do delírio. Escorre prazer de uma língua para outra, sem pausas definitivas. Lindo o suspiro que destes após este abraço.
Esmalte em mercúrio. Agucei os estalos originais da represa menina. Li com a língua a transpiração do teu pescoço. Degustei adrenalina tua para que se deite na minha pele a agressividade involuntária das tuas unhas pintadas. Pedra sob a sola do pisar. Ressoa o sangrar abatido deste singelo pulsar por sentir. Ecoa minha verdade através das muralhas do Castelo Bem-Mal. Por hora já basta.
                                                    A Visão do contato Turbulenta visão. Anuviou de cinzas o embaçado dos nervos destes olhos. Profundamente absorvido pela garganta das sombras, afundei nesta movediça lama negra lentamente. Ao redor de mim, mesas e gavetas estendiam-se pelos corredores do medo. Cruzes, fotografias em preto e branco, pó de carnes sem vida e seres bizarros, lavados em um Mar de fogo eterno debaixo dos meus pés flutuantes. Era a força da fraqueza da alma. Sondado por Ele baixei a cabeça, pois os meus olhos não suportaram ver tanta estranha vibração nos seus gestos. Ele não dizia nada, apenas me observava com ar de pleno contentamento. Ele teve a oportunidade de me desfazer, mas não o fez. Somos os mesmos poderes, sofremos com a mesma expressão. Assim nada por nada ousou me ferir. Flutuei em retorno a realidade, s...
Pensei por pensar. Sorri pelo que pensei. Sonhei outro sonho em noite tranquila. Amante de qualquer coisa, o espaço da mente camufla o repente.  Agi como se nada invisível me atingisse o equilíbrio. Tonteado por suntuosa rendição mental e sonífera, aguentei o sonambulamento do desvirginado e sagrado movimento. Já não se opõe aos mesmos vestígios de substituição racional. Cala-te boca pensante! Nunca diga nunca para o nunca que se levantas do infinito finito deste sono disperso!