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Mostrando postagens de junho, 2016
Calarei tua boca com a minha. Não dirás mais absurdo algum. Jamais porá frieza no calor que te causo. Te entregarás por vontade cedida. Sentirás escalar tuas pernas a ardência de um verdadeiro amor. Serás devorada e devastada pela paixão desgovernada. Nem o escuro dos olhos fechados deixarão de enxergar o brilho da chama prazer. Certamente, tu há de tremer a cada pulsar e a cada batida unificada. Cada batida. Cada pulsar. Cada batida. Cada pulsar. Até que o coração desista de continuar.  
Vidrado na vidraça de orvalhos estilhaçada ao sopro do vento. Move-se o chão transparente numa contínua corrente movedora de pedras. Frondoso temperamento esverdeado que se exclama dos caules centenários. Dentre outros ouros visíveis, surge informe a forma mais densa de viajar. Os espaços se esbarram incandescentes no ir e vir dos corais no Mar do tempo. A gritante vantagem de se apossar da vida, é deixar que a vida se aposse da sua sábia vontade de viver.