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Mostrando postagens de dezembro, 2017
De repente um álibi. Uma força futura. Estalando sonhos no Universo. Inverso e intenso. Propenso a vagar pelas curvas de cada Planeta. Extenso. Levitando no paradoxo do omisso saber. Traçando nos Astros os rastros de uma viagem jornada.
Uma sombra deitou-se sobre mim. Adormecido nas ondas sonoras dos pássaros. O ar era comestível. A boca aguava com o sabor do cheiro que frutificava. A cabeça acomodada nas folhas de pensamentos macios. Os pés cansados mostravam marcas de longas caminhadas. Ao levantar-me do leito revestido de brotos. Era conclusivo a admiração do verde com os batimentos corridos da minha alma.
Beija-me com fervor. Acenda-nos o calor. Apressa-te em despir-se. E assim, façamos amor. Alimente minha fome com a tua carne. Mate a minha sede com o teu prazer. Façamos a união dos corpos, num ir e vir de um leve lazer.
Na face da Lua o rosto do Sol. Sentado na Ilha olhando o farol. A cama era rua, madrugada nua. Embora tão crua o cobrir do lençol. Formando progresso na estrela dos olhos. Não era sincera a canção que se ouvia. Falácia da voz um começo de volta. Meu corpo sorria o poema magia.
Dois corvos adolescentes. Corpos enclausurados. Uma fenda contínua. Cais de entradas e profundidade. Ametista calibrada e polida em grãos de nova Era. Quase tudo, quase eterno.
Diagnóstico de aparência. Sempre ventava naquele lugar. Os pés mergulhados em água corrente. Valente o peito gemia e a alma corria. Defronte com o desgovernado rumo dos sinais. Permiti que os prazeres dos sonhos ventassem novamente no mesmo lugar.
Caule de pedra. Raiz de semente. Serpente bandida. Janela aberta e um jarro de plantas. Abismo que abraça o temor de pular sem paraquedas. Numa ordem cronológica sucumbi o anti-horário do destino. Perdido no tempo.
Parafraseando as lacunas da soberania construtiva. Simbologia representante dos planetas controversos. Neurônios combatentes, afluentes marginais. Desprendendo propagação do aceso ou algo a mais. Silenciando o projeto da tonelada consciência. Preferindo e sucumbindo ás forças da ausência. Problemática aquática que nada nos olhos da dor enquanto navega pelos mares da madrugada. Avante no tempo que furta o momento de ser feliz por um triz.
Borboletas planando. Violetas observando. A terra espreguiçava a sua mudança de conduta. Engolia sua relva em dias de selva. Suas raízes brotavam das erosões da sua vontade. Na observância da sua serena brutalidade, a terra demonstrava uma proparoxítona de variados sentimentos ao episódio natureza, onde tudo que se planta, colhe.
Horizonte é um fio. Fio que se deita na cama do destino. Enigma da sorte dos mistérios. Fragmentos provisórios por hemisférios. Atravessando o próprio horizonte, encontrarás a estrada da sua trajetória.