Façamos a união dos corpos, num ir e vir de um leve lazer.
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Digo o que grito. Falo o grito que digo pensando. Penso em gritos o que digo chorando. Raiva da mordaça que cala meu grito que cala minha fala. Se grito é porque preciso. Se grito é porque eu posso. Ouçam-me os céus e as montanhas. Ouçam-me os céus, o Universo e o inferno. Meu grito é da alma que fala. Grito porque grito nos Alpes da expansão. Rugir desbravadamente quebrando as correntes. Grito o que digo para dentro de mim. De dentro para fora uma âncora sobre bigorna no Mar. Deixe-me gritar.
As cortinas se abriram. Um novo olhar, uma nova sombra. Era expressiva a interiorização da melancolia. Atuavas como se fosse o eco das cavernas do peito. Dava a cara a tapa para os olhares atentos do público. Vidrados, hipnotizados e envoltos pela Obra apresentada. Generosamente dividindo sentimentos e verdades. Da vida para os palcos, uma hegemonia artística divinizada.
Nestes cachos perfumados de encaracolados brilhos. Me faço e me acabo de tanta alegria. Batom gostoso de comer, sabor de boca. As palavras dançavam nos lábios dos teus beijos. Bochecha rosada encabulada de se dar. Amante pijama de cama saudável. Abraça-me forte com nuvens e raios.
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