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Mostrando postagens de novembro, 2017
Meu toque. Farejo teu cheio enquanto deslizo pelo teu corpo.   Tua chama me chama para o incêndio da cama enquanto devasto com beijos o teu pescoço. Enfurecida de excitação perfura minha pele de tanto tesão. Unhas cravadas, loucuras faladas. Nada mais a acrescentar. Somente uma noite entre quatro paredes é que pode contar .
Crimes confessos. Reprimi minhas emoções. Sorri quando devia chorar. Tornei deserto o riacho dos desabafos. Trancafiei a sensibilidade e enjaulei o coração do meu espírito. Tolo e réu do meu próprio eu. Confesso que sou mais do que um dia fui. Confesso os meus próprios crimes e estou preparado para a condenação que só o futuro libertará.
Imediato fascínio. Sinto fome de corpo. Sinto desejo de alma. Anseio por um fim de tarde que me abrace em seus ventos e ponha o Sol a se pôr em meus relaxantes aposentos.
As lágrimas cantam suas poesias na face entristecida. Tão romântico este sorriso que brilha molhado de choro. Não chores Flor do campo. Teus orvalhos escorrem e regam a terra. Olhar espelhado, caráter de dor. Sinta o frescor do azul que te abraça e sorria a felicidade de uma nova etapa.
Os cacos pontiagudos deitaram-se nas memórias de cada passo. Estilhaçados os planos, sentimentos de aço. Dosagem de uma vaga loucura que pousa e adormece na vasta profundidade do inquilino eu. Preso no conflito de uma liberdade de asas grandes, me afago em queda livre nos braços do por vir.
O ventre abraça. Uma caixa fechada embrulhando um presente rico. Aquecido e alimentado pelo que chamam de amor incondicional. Uma bolsa repleta com esperança e água da vida. Após a saída, o tempo se faz veloz. Pequenos e maravilhosos momentos podem tornar-se extintos. Seja o ventre das suas oportunidades de paz.
Trovoada canta em sinfônica melodia. Ouço calado os passos da chuva na rua dos meus pensamentos. O Temporal abençoa as crianças e seus risos. Poças pisoteadas por pés confusos. Uma enxurrada de lembranças lambendo as calçadas do chão de terra. Profunda agonia que congela e arrepia as extremidades de um corpo banhado por suas estranhas memórias.
Outro dia... Atravessei contente pelos vales de um sorriso inocente. Descontente por contemplar o ausente, mas feliz por amar o que fiz. Zombei do medo. Afrontei a ganância. E sorrateiramente, desvendei a mais forte das coragens. Pus verdade no que era mentira. Sonhei novos sonhos e abracei os fatos de uma nova realidade.
Hoje o Céu não se abriu. Não quis revelar-me seus mistérios. Fez mistério. Nublou sua face com um clima mais sério. Embora eu conheça os seus sentimentos, não posso domá-lo. Ainda que eu voe por sobre as nuvens, jamais subestimaria a força de um Gigante tão azul.
Um adeus, uma dor. Um sofrer sem cor. Já não ouço mais o som da mesma energia. Não vejo mais o colorido da sua presença. Um ir imediato, sem aviso, sem retrato. Portal inflamado em partida. Meu querer não é suficiente. Ainda que eu grite, implore ou chore, já não será mais possível te abraçar novamente. Não neste momento. Lembro-me dilacerado de todas as oportunidades que tive de declarar o meu amor. Ainda que fosse com  um abraço  em mero silêncio. Todas as vezes que pude aproveitar-te não foram suficiente. Resta-me ao menos um pedido de perdão e uma dor no coração.
Amar não é um martírio. Amar é nobre. O amor não dói. O que dói é a não correspondência desde mesmo sentimento. Isso quando não somos maduros o suficiente para entender que o real sentido do amor é simplesmente o amar. Amar. Simplesmente, amar. Amar sem esperar algo em troca. Amar sem cobranças ou interesses. Amor e respeito para si. Amor e respeito para quem amamos e respeitamos.
Sombras movidas por gente. Uma luz que levanta-se das entranhas do profundo Oceano e adormece deitando-se por sobre as montanhas. Seus braços esbarram no Céu e luzes cintilantes e multicoloridas mancham todo o azul no fim de tantas tardes. Vejo a força soberana das ondas do Mar surrando rochas brutas. Águas irmãmente infelizes por alimentar as ruas de Cidades egoístas. Com os olhos voltados para dentro de si, muitos de muitos nunca contemplarão tais maravilhas. Gente que pisa gente. Bicho que mata bicho. Resta-nos boas novas aos que ainda virão residir nesta maravilhosa Terra de sombras.
Nesta face sublime, está descrita a pureza de sua beleza. Expressões subordinadas ao orgasmo da plenitude. Eucalipto evaporado pelos seus poros encharcados de submissão. Uma flor que desabrocha com o beijo da paixão. Sincera consigo, amante do abrigo. Furor ensandecido paralisado em orvalhos. Sempre como uma lava vulcânica embrazando o desejo de amar loucamente. Tão de repente, te tomo em meu colo e afogo-te no prazer de voltar ao lugar de onde nunca saiu.