Postagens

Mostrando postagens de maio, 2016
Causa-me censura venerar esta semelhança. Abrilhanta o cais que recebe a mesma imagem. Embora a província se embase na cultura mórbida da euforia. Certamente sufocaria o intervir de uma outra certeza. Embarquei outra vez nas longínquas personalidades. Camuflei desapontadoramente uma falsa verdade. Engoli o proferir desse sentir que me enche de tanto nada. E agora na exatidão do meu não, vejo a outra face dessa jornada.    
Bateram na flor e ela murchou. Beijaram a flor e ela se abriu. Afoita roseira  Tão linda e faceira Se assusta atoa  Com tanta besteira. Se sobes formosa Tão logo aparece Em plena manhã Teu broto floresce. Um cheiro gostoso Se espalha no ar É a linda roseira Vermelha de amar. Não batas na rosa Com mão de maldade A rosa se beija Com a mais pura verdade.
Mero mortal. Incógnita em seus passos. Cemitério de palavras obsoletas. Neste rasgo pronunciado pela dor, subentendesse que a alegria escalará o patrimônio. As perdas que se dão por achar. Achados que se dão por achismo. Pensar sem forçar. Forçar sem pensar. Tudo é um viés destorcido. Hipnótica paranoia de tocar no que ainda não existe .    
Se acabares o amor, não procures a dor. Sigas em frente, por favor! Te entreguei a minha confiabilidade Dividi o meu peito contigo Não serias justo que o sofrer do teu ato impensado  Perca o prazer pelo respeito que lhe foi doado. Se faltas o interesse por mim Procure-o em você Se faltas amor por mim Ame-se sem a mim responder. Sou consciente pelas alegrias que me deste Minha ombridade revelou-se na fidelidade E agora o que me resta de você É somente a sombra de uma boa amizade. Seja feliz!
Esse seu jeito... Por que me olhas assim? Um olhar de pedinte. A mordida de lábios. O sorriso de canto. Isso me soa fome de amor! Propositalmente confundi tua loucura Esculpi carinhos dos quais você procura Passeei as rosas por suas ruas perfumadas Inalei o seu hálito pelos beijos madrugadas. Nossas mãos se erguiam  Uma fatalidade prazerosa Indiscretas declarações Uma força poderosa. Mulher... Minha Mulher! Sou teu Homem! 
Tortura se foi. O calabouço dos pensamentos expirou-se. Desci das montanhas geladas, lançando-me ao vácuo sem fundo. Em tom de profundo, cobicei o bocejo do novo dia. Nascia ao relento das palavras, o frio das observações. Desejei estar onde não poderia. Toquei no intocável e agradeci pelo que me sorria. Outra vez, uma nova força faz levitar uma nova poesia.
Entre cordões e nós Se aplaca o ir da tua voz Sucinta rebeldia Que distorce o paradoxo deste dia. Solene alvoroço Um mergulho no poço Na alma o transe do se dar É o mesmo que fadar. Pararia os fatos Abriria a libido Confundiria as concordâncias E carregaria o êxtase. Demasiadamente uma claustrofobia Enclausurado nas esfumaçadas falácias da cama Sem Norte, aprofundado na intimidade que arrepia Não há quem ouça esse drama.  
Anseio de voracidade Caída de pano ao ombro, esboço de silhueta Uma distância se aproxima ao ponto da paralisia As mãos soam e ofegante se torna a respiração. Do alto ecoa a amplitude dos profundos sonhos Inverso comedido ao monstruoso Universo inspirativo Gemidos e tremores geram atritos nas infundadas observâncias conspiratórias Há um retorno do bom senso quando o imediatismo sensual soletra a potência de um ser natural.