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Mostrando postagens de agosto, 2018
Nascido das cinzas. Fênix da ressurgente varanda do amanhecer. Sol pescado com vara de esperança. Coragem a flor da juventude. Sábias reflexões a estrelar a noite de uma nova estória. Águia incendiária a mergulhar profundo no sonho realizado.
Arcos de semelhança. Aliança destituída de seu pacto moral. Ferida de punhal nas costas. Tanto que amei e confiei. Agora adormeço em meu próprio sangue traído. Não sei o que dizer. A palavra amizade vale muito pra mim. Atente-se para as víboras camufladas nas folhas secas.  Seus venenos destroem sua alma.
Norte europeu. Amante da fé ou Ateu. Em dias de largas chuvas a sapatear as calçadas das poças. Intolerante a embriagar-se pelas costuras vis de suas versões. Renegado cambaleante aos montantes de trapos lançados fora. Lambido por cão de rua a receber o carinho do próprio desprezo. Chorando a saudade de casa, residência falida. Olhado de cima pelos porcos amaldiçoados por suas próprias palavras. Arrependimento assassinou seu orgulho. Remorso sangrou sua virilidade. E hoje, contrito em amarguras, entrega-se á morte do seu velho passado nascendo para uma nova vida.
Senhora da Flora. Senhora da Fauna. Senhora dos Vales intocáveis. Mãe da inocência da vida que gera vida. Fonte de purificação e regeneração. Renovação de espiritualidade e vigor. Alimento do corpo da terra. Força Mãe que luta pela sobrevivência de seus filhos. Suas lágrimas são contínuas e sua ira é inevitável. Tudo o que essa Mãe deseja é que convivamos em plena harmonia. Sejamos pacificadores e defensores do nosso próprio respiro. Salve a Mãe Natureza. 
Leão de asas a sobrevoar o caos deste plano. Uma Era de um novo mundo compilado nas premissas do Armagedom. Mundo sobre mundo invadindo a Terra. Seres sobrenaturais cavalgando seus mistérios com cedros e agalopes. Uma bola gigante subia do solo com sua face anuviada de cinzas e brasas. Uma onda solar soprava sua fúria sobre os homens e suas criaturas. Riquezas apodrecidas debaixo de seus escombros. Estalou um som apavorante e em frações de segundos a luz dizimou a existência.
Digo o que grito. Falo o grito que digo pensando. Penso em gritos o que digo chorando. Raiva da mordaça que cala meu grito que cala minha fala. Se grito é porque preciso. Se grito é porque eu posso. Ouçam-me os céus e as montanhas. Ouçam-me os céus, o Universo e o inferno. Meu grito é da alma que fala. Grito porque grito nos Alpes da expansão. Rugir desbravadamente quebrando as correntes. Grito o que digo para dentro de mim. De dentro para fora uma âncora sobre bigorna no Mar. Deixe-me gritar.
Quebranto sutil. Mórfico endereço dos malabares que penso. Película subcutânea de um leve adocicar. Joelhos marcados pintados de fé. Poucos segundos á milênios da sede de poetizar o verbo. Humano robótico da ascensão das palavras.   
Onde vais permissiva redenção? Desfilante por ecos da conversão. Uni colateral a abrilhantar o eclipse lunar. Curiosa a descobrir as brechas secretas do jardim do adeus. Infante a multicolorir os lençóis azulados do teto do espaço. Acordos desfeitos. Perfeitos defeitos. Milagre de vidro, sentinela martela a psique como algoz. Alagoso e retraído viver, traga-me mais um por vir. Ajude-me a seguir. Ajude-me a sorrir. 
Saliva de ribeiros nas encostas da minha vértebra. A escoar indícios de piscar os olhos do destino. Casa de veraneio de verde rasteiro, sandália de pés nus.  Cordas com notas melódicas a violar o meu violão. Ao oxigênio da prole a levitar os sentidos de ser. Singelos mosaicos abaulados nos embrulhos de pardo papel. Uma força macia que drena o dia para os pulmões do meu bom descanso. Sussurro sucinto dialeto de fruto raro. Caramelizando a síntese do mais despido dos meus amores. O amor próprio.
Meus lamentos, minha dores. Depressão diluída em dias vazios. Pensamentos que não compreendo. Atitudes que não domino. Fatos que não me fazem mais. Cemitério sem cor, morte nublada. Fantasmas da alma a vagar nas encruzilhadas do pesadelo. Morto estou para a vida que não vivo.    
Beije a minha boca. Solte sua língua para que eu a deguste com maestria. Vou passear minhas mãos em sua pele e acariciar seus cabelos. Cheirando e deslizando meus lábios nos seu pescoço arrepiarei os seus pelos.  Enxugarei os seus poros exalantes com o meu rosto pré aquecido.  Vou arrancar do seu corpo essa insana vontade de se dar por completo. Vou dizer palavras mágicas para que possas mostrar-me os seus mistérios mais profundos. Te amar com vontade máxima será um privilégio. Te encantar e ouvi-la cantar seus prazeres enlouquecidos. Grita que me ama, sua... Goze sem medo na minha euforia. Amo te fazer mulher. 
Do alto da Torre paisagem manchada. Escurecido anuviar com chuviscos espessos.  Milagrosa rajada de purificação nos sinos a badalar. Meditação a intuir vanglórias. Somatização de apego nas bençãos de criatura. Amado serei na intimidade do Universo.
Do outro lado da ponte o Mar que avança. O Mar invade a Cidade. Ele quer de volta o que lhe foi tirado. Meu carro á 130Km/h, viajante do tempo prestes a perfurar a ira das águas. Janelas abertas, vento a rasgar, som no último volume. Olhos fechados, marcados por fé. O carro voou em câmera lenta colidindo contra o Mar.
A luzir em seus paradoxos o esplendor de uma mulher. Ser de indescritível luz a clarear meus desejos mais profundos e profanos. Obra de inestimável riqueza a engrandecer o salão dos meus pensamentos. Fada dos sonhos. Maga das magias. Feiticeira das conjuras. De uma forma inabitada a expandir raízes de novelo. Navio sombrio a navegar nos mistérios do meu convés de pudor. Deusa dos prazeres fulminantes, conflitantes a esmiuçar-me.   
Joana Dark cumprimentou Margarida. Violeta dosou ambiente sorrindo para Samambaia. Dama da Noite exalou sua marca encantando a Girassol. Rosa disse amar loucamente o Beija-flor. Colibri enciumado deu rasante na água corrente. Um Copo de Leite observou tanta agitação. Domingo todos se amaram em boas companhias. As rateiras, as mais altas e também as aquáticas.
Clareou o alto. Nas montanhas não se viu o colorido do Rei. Nem no Mar se viu os seus raios iluminados. Clima ofuscado. Umidade relativa do estar. Mesmo com o clima frio os pássaros cantam. Edredom e café quente, boa combinação. 
Chegou triste e temerosa. Passou por mim sem me olhar nos olhos. Disse-me um boa noite em voz baixa. Dirigiu-se ao banheiro para o seu banho. Ao sair do banheiro foi para a cozinha e preparou um café. Retornou para o quarto, beijou-me forçadamente. Foi para a sala, ligou a televisão e tomou seu café. Eu de pé a observá-la. Adormeceu sentada no sofá. Peguei-a em meus braços e levei-a para a nossa cama. No dia seguinte pela manhã, acordei-a com beijos, flores e café da manhã.  Ela posicionou-se, degustou, lançou-me um sorriso falido e manteve os olhos baixos. Inquieto deixei que terminasse seu dejejum e recolhi a bandeja. Quando voltei ela mais que apressadamente deitou-se a cobrir o rosto. Então eu a chamei e iniciei um diálogo dizendo que a amava. Falei sobre todos os meus sentimentos por ela e o quanto ela fazia-me feliz. Relembrei momentos maravilhosos que vivenciamos juntos e que nos fizeram nos apaixonar. Após dizer tudo que tinha pra dizer, eu ...
Um Anjo ou demônio? Um Céu ou inferno? Um Amor ou um ódio? A Paz ou a guerra? Cabe a cada um saber o peso da própria resposta. Tantas perguntas cheias de vazio. A vida no seu ar de simplicidade nos ensina que viver é fácil. Façamos ser fácil também nossos dias. Eles são tão curtos. Se existimos é por alguma razão. Então ame-se. Ame seus queridos filhos. Valorize seus Pais sejam biológicos ou não, independente do modo como foram criados. Seja mediador da paz e do amor entre os demais. Amigos, colegas e até desconhecidos. Ame sua esposa(o) ou companheira(o) se tem uma(um). Não precisamos negociar ou vender nossos valores sentimentais. A solidão nem sempre é um martírio. Aprenda a tornar leve seus desafios. É melhor estar só do que acompanhado por alguém que não se importe verdadeiramente. Valorize-se, não troque sua felicidade por uma prisão íntima.  Respire, voe, sonhe, batalhe por seus ideais. Pare por um instante, esqueça tudo ao seu redor e ...
Peregrino pelas idas e vindas das belas canções. Deixo sereno o ouvir de singelo ceder para que arrebatados sejam os meus traumas. Sinto fome e sede, mas todo alimento é pouco quando alimentado sou com a paz. Sobrevivente das tristezas que chamam de amor. Sou aprendiz das matrizes exorbitantes que modificam a razão. Em busca de novos sabores doei minhas razões para obter sossego. Lancei fora o orgulho e apossei-me da humildade que trouxe-me asas para voar pela liberdade. Sou digno por misericórdia, mas sou grato por ser honesto ao que sinto. Vivamos em torno da paz de dentro.
Como o primeiro beijo. Como a inocência do olhar apaixonado. Como o abraço apertado, amigo e sincero. Como palavras trêmulas que são extraídas da alma. Como sentir algo implosivo e que não se consegue explicar. Algo que aperta o coração, congela a barriga e que nos faz ter medo de expressar. Como querer estar perto e anular toda a dor do outro. Como desejar puramente unificar-se de corpo e alma. Como ter vontade de dizer o que realmente sente e ser acolhido. Como ser fiel, justo, amigo e amável.  Como almejar dias de muito amor e muitos sorrisos. Como cuidar de toda dor e das indesejáveis doenças do corpo e da alma. Como ter momentos sublimes de muito gozo na cama do amor. Aprender e aprender todos os dias a lhe dar com possíveis crises com muita sabedoria. Nunca agredir de maneira verbal ou física quem merece somente a paz e o respeito. Como construir uma família linda com base na natureza. Como ter fé que poderemos sim conquistar dias melhores. ...
Como orlas da indecisão, secretos valores indigestos. Um rasgo no peito a desabrochar as flores mais exóticas da inocência. Pureza aprofundada na essência perfumada de um corpo espiritual. Crenças agredidas por fatores realistas. O sentido da vida resume-se no prazer de estar vivo.
Castelo em losango e suas colmeias coloniais. Frutos da analogia remanescente do espírito. Loucuras sabatinadas em romance erótico. Sangramento da válvula carimbada de inspiração. Intelecto lapidado nas manias de seus hectares.  Ogiva colateral do mundo cerebral a girar em torno do próprio eixo. Fundura de possessão maçônica por habitat constrangido e suas riquezas. Candeia que chama em chama viva.     
Quanta brisa ao redor. Tormento de alma que arranha com unhas de nostalgia.  Outras flores, outros gregos. Gosto de terra na boca com ânsia fantasma. Perdi meus pais e sinto saudades. De onde virá o abraço de que tanto preciso? Uma fraca força banida pelo destino. Lenda dita com frases de amianto. Um mundo cruel e cercado de paz invertida.
Nas entranhas das respostas uma pergunta morta. Uma morte vagarosa que deita-se confortavelmente num corpo frio. Cristais de gelo formam-se ao redor dos lábios silenciados e alvejam os cílios dos olhos fechados. Já não há mais esperança em um peito amassado de culpa. Falta o ar para mais uma chance. Distancia-se das mãos a alma calorosa que um dia afagou os porquês.  Tantas paranoias agrupadas em um quarto de velharias. Minhas telas falam.  As tintas movem-se em colorações homogêneas contrastando minhas explosões doentias. Aqui jaz, uma arte imortal em fortes rajadas de fôlego palpável.  
Pelas oliveiras á Noroeste procuro você. Procuro-me nas vans recaídas da sua profundidade. Procuro verdade. Calos calados sufocados por amar o inamável. Recanto alfabético em decrescente metragem de uma bibliografia programada em sentir o que não se sente. Borbulhosa fobia enfileirada nos retrocessos pesados de sonhar. Cabe a ti denegrir argilosamente a propagação da insegurança que te privas de ser verdadeiramente feliz. Procuro-te na fundura das arrebentações exuberantes deste infindável olhar. Enigmático frenesi que faz das cores uma abrupta ilusão de óptica sentimental. Procurei por onde andei uma noite estrelada para amar a mim mesmo. Procurei até encontrar uma dor que não se calou até que eu em fim morresse de tão só. Quis fugir do pavor e do medo de amar outra vez. Abri mão da sorte de tentar uma nova investida em vê-la vestida de entrega. Abracei a friagem dos vales procurando encontrar não sei o que. Me perdi. Perdido indaguei a presença da supre...