O último uivo na calada da noite
A hora da verdade se aproxima. Observo o cair da tarde atônito com a formação da noite. Aquele tapete negro se estendeu por sobre a minha cabeça. A mansão é sombria. Meu fraque fino cheirando a guardado, enobrece a minha postura. As velas acendem cada passo que dou no chão de madeira, que canta desafinado com o peso do meu obscuro. A poeira do ambiente preenche cada espaço das minhas narinas. Na sala de jantar a mesa estendia o brilho do verniz de ponta a ponta da sala. A primeira cadeira com estofado vermelho, representava a reunião dos vazios. Os corredores desta extensa mansão, acalentam a minha agonia de espaço silêncio. O grande relógio revestido com teias de aranhas, me atenta com o tic tac dos ponteiros de ouro, que prestes a se abraçarem com o doze desse grande círculo vicioso, influenciam severamente os meus olhos a abraçarem a grande bola de luz intensa que me incomoda muito. Na hora em que os ponteiros abraçam o doze, a luz da grande lua me abraça e um formigamento insisten...