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Mostrando postagens de maio, 2018
As conchas contam os segredos das águas flutuantes. Me inclino atento para ver a face de mim. Regozijado oro e agradeço. Jubartes pousam na superfície para a fotografia de um olhar impressionado. De olhos abertos aprecio corais e prendo a respiração. Leva-me para os teus tesouros oceano sagrado. 
Cão amigo. Caminha comigo. Chora sofrido se triste estou. Me enche de beijos, demonstra amor. Late e abana o rabo quando eu chego cansado do trabalho. Ele se importa comigo. Não me morde e nem faz com que eu me sinta traído. Dorme ao meu lado e toma conta do meu sono. Fica bravo quando estou ameaçado. Respeita e entende as minhas falhas. Este amigo cão, mora no meu coração. Um dia não o terei mais ao meu lado, mas sei que ele estará correndo feliz em algum lugar. Ele então saberá que nunca esteve só. Com cara de inocente se esconde da gente, fingindo nada ter feito. Buracos no sofá, chinelos mordidos por todo lugar. Travesso esse cão humano. Tão humano que sabe amar verdadeiramente. Esse é o meu cão amigo.
Poupa-me da aventura sem luz. Cassinos, Las Vegas, caminho ás cegas. Prefiro voltar para os abraços da minha amada. Café quente, biscoitos e boas conversas. Palmas e dedos nos cabelos. Rosto e cabeça que esfregam-se no peito inflado em suspiro. Vento gostoso que bate na porta e traz chuva fina para dançar. Sons melódicos derramam a calma saindo da boca da alma que insiste em cantar. Segura e confortável, ela aperta o meu tronco e cai em sono profundo. Sorrindo. Bela adormecida. Viva seus sonhos nos meus.
Passa veloz o aço da voz. Pesa a ferida, bigorna da vida. Tinta fresca na ponte de papel. Não de páginas distorcidas. Ninguém além de mim. São coisas notórias. Suspenso em órbita neurônios. Luto de imagem sem batimentos. Polo único da amazônia quietude.
Tudo o que tenho é valioso. O Criador de mim. Dádivas. O ar. A vida. Mais vida. O amor da família. Renascimento diário. Proteção divina. A fé no amanhã. Raciocínio são. Amigos sinceros. Ternura. Incondicional amor por você.
Te encontrei no chafariz. Lancei moeda e pedi a sua felicidade. Meu nariz farejou seu calor. De mãos dadas andamos nas nuvens do dia. Namoro á moda antiga. Beijo, carinho e muita admiração. Palavras bonitas elogios sinceros. Cortejo de límpida pureza. Amor nos olhos. Alegria tanta á entornar pelo rosto. No simples é gostoso amar. 
Na língua derrete o sabor. O gosto penetra no cérebro. Não quero amargar dissabor. Açúcar em clara de neve. Cremoso arrepio em lambida de orelha. Casaco de lã presente de Ovelha. Calda quente na pele da gente.
Arcaica crença na confiança. Confiança enterrada viva. Vivos petrificados em caráter morto. Um pedaço de nós é cedido quando confiamos. Atos baixos e sentimento morno. Pra que confiar? Sei que preciso confiar outra vez. Não mate a minha entrega, tenho muito a oferecer.
Pólvora do que digo deflagrada Lua. Ponto alto da queda bruta. Normalidade desconcertante. Paragrafo bélico ressurgente e interessante. Barulho confuso estrelas caindo. Dormitório de sonhos cansados.
Tempestade de areia. Sangue revestido de cor. Vinho envelhecido. Lascas de madeira fresca. Selva, seiva e saliva de encanto. Recanto dos canários dourados. Frutos e sementes jogadas. Liturgia insaciável. Sândalos objetos de capricho.
Sem roupas e deitada a olhar-me. Uma falsa inocência. A indecência mais decente a reluzir desejos. Virou-se e deu-me as costas como resposta á minha fome de amar. Possuí com rigor seus devaneios. Levei-a á lugares magníficos. Juntos elaboramos a mais generosa das composições da pele.
Plataforma do viajante. De malas acomodadas, reconhecendo aquela estação. O trem partiu para o próximo destino. E eu em busca do meu próprio destino. O seu coração. Busco um grão de felicidade para plantar amor e colher seu mais belo sorriso. Dou graças pela vida. Você é o meu respiro. Quando não te vejo me falta o ar. Quando te vejo também. É muita emoção. Holofotes apontados para o nosso reencontro. Como é bom te amar. 
Mania de ser invocada. Reclamas de tudo. Uma maçã levada á boca. Assistindo o parto do Céu dando a luz ao sol de um novo dia. Cortinas floridas. Ciúmes de mim. Gosto de ti mesmo assim. Sei que fazes estas coisas pedindo atenção. Relata dizeres sem respirar e logo depois o perdão. Menina travessa.
Seria possível tomar-te como minha? Animais que somos. Não há turbulência que acanhe nosso amatório. Fera ferida. Fera marcada pela vida. Vazio que transborda-se no próprio núcleo. Aguerrida delícia, alimento do corpo. Venha ser feliz.
Segredos segregados. Continente das uvas verdes. Doces como o paladar da sabedoria. Louvável textura de amigável carinho. Jardim escondido na paz que a alma traz. Vã sedução de carência crônica. Infarto fulminante da pureza do amor que se tem. Volte um pouco mais. As portas estavam abertas, mas as fechaduras foram trocadas. Encontre a chave deste profundo engano.
Neste exato momento uma saudade. Uma taça que se quebra. Um ato desesperado. Um socorro. Uma ajuda. O tempo parado, estacionado nas encostas da reflexão. Momentos marcantes. Nuvens que passam diante dos olhos atentos pesados de choro. Vontade que dá e que não passa. Ontem, hoje e sempre haverá um sentido.