Postagens

Mostrando postagens de janeiro, 2017
Lança-te neste amor de uma vez. Lança-te neste abismo sem fundo outra vez. Afinal, que mal há em amar? Sofrer? Chorar? Se decepcionar? Tudo isso irás encontrar ou viver mesmo sem amar alguém. Não lute contra tal sentimento. Irá ferir dolorosamente o seu íntimo. Tens dúvidas quanto ao Ser que pretendes escolher para partilhar de uma reciprocidade sentimental? É uma ocasião complexa, e simples ao mesmo tempo. Observação é a alma. Respeito, amizade sincera, bons antecedentes familiares e sociais, solteiro(a), carinho e empatia, são algumas das características básicas e principais para se investir em um relacionamento seja ele qual for. Não entre em um relacionamento apenas com a intenção de ser feliz, mas com o objetivo de fazer o outro feliz. Se se sentires feliz ao proporcionar alegria plena ao outro, então saberás o que é o amor. Não espere da outra parte a mesma atitude, mas faça-o ter prazer em demonstrar o mesmo.  Incentívi-o, amigável e amorosamente....
Amar em solidão. Solidão que nunca me diz não. Sempre atento ás minhas petições de consolo e colo. Sustenta o silêncio que me agasalha. Abafa os gemidos da madrugada. Cercado por muitos, porém repatriado pelo sossego do "antes só". Há quem diga que não é bom. Há quem diga que não faz bem. Mas só eu sei o que esse malvado favorito tem. Aprendi a amar, e quem me ensinou, só está. Aprendiz do sozinho. Amante do amor recíproco. Amo amar um outro alguém, mas também amo amar a minha libertação. 
O medo é o transtorno. O transtorno é o medo. O tempo viaja centelhas na velocidade da luz. Lua que inunda implosão de veementes contatos. O ofuscar do azul oriundo da semântica revolucionária. Poderes desconhecidos que empobrecem as ordens nada naturais das imposições humanas. Medo por medo. Fato por sombra. Vingança mordida por perdão. A poeira mental anuviou os amparos de uma virtude. Sequer me ouviu lamentar este grito. Um grito de pavor ao ver o horror que se tornou os parasitas que imperam um Globo choroso.
É difícil dormir. O corpo ignora tal necessidade. Fortes dores no peito e falta de ar. Pensamentos tempestuosos bagunçam a tentativa de relaxamento. Imagens forasteiras vasculham meu interno em busca de domínio. Minha boca amarga a secura de um deserto insípido. Embora eu lute contra toda essa penumbra real, acabo por testemunhar uma frustrada tentativa de sobrevivência. Água fresca, frutas, boa música e observar o silêncio instalado do outro lado da janela, servem-me como boas armas, mas tudo o que sei, é que mesmo lutando isso sempre torna a se repetir. 
Um beijo no rosto, e talvez um abraço. Um abraço apertado por um tempo indeterminado. Cabeça ao ombro, respiros profundos. Os olhos se fecham aliviados. As mãos acariciam e apertam as costas repetidamente pedindo um pouco mais de tempo. As narinas entorpecidas inalam o delicioso perfume misturado ao puro ar. Os minutos disparam assim como as batidas do coração apertado. Tudo perfeito. Tudo maravilhoso. Entregue ao êxtase proporcionado por tal ato, torna-se efervescente o corpo inflamado por compaixão. Afasta-se o corpo um do outro, enquanto as mãos seguram firmes os braços. Os olhos se beijam carinhosamente. É possível ler a compreensão descrita pelas pálpebras. Um sorriso indiscreto embebido em lágrimas desabafadas. Um momento criterioso que vaga repentinamente no imaginário de um cão solitário. 
Fala comigo a voz do ninguém Se a voz me ignora eu digo amém Relembro provérbios entoo canções E mesmo do além eu calculo as frações. Vagueio sucinto nas duras pegadas Um lobo faminto querendo uivar Eu lanço o que sinto nas muitas pauladas E amo as verdades que vem me lavar. O pingo da noite desperta a morte Um tanto suicida esse mesmo pensar Venero o amante que causa a sorte O braço da morte enfraquece o forte. Desperto assustado de um pesadelo Lavando o rosto me vem o alívio E quanto ao homem não quero mais vê-lo Retorno ao presente embrulhado em novelo. 
Nesta época, justiça nem sempre era feita por Lei.  Havia um homem sem nome. Todos o temiam, pois fazia justiça com as próprias mãos, e sumia sem deixar vestígios.  Este Ser (a quem horas chamavam de assassino, horas chamavam de fantasma), aparecia repentinamente por entre neblinas e multidões, ferindo suas vítimas, fazendo-as sangrar até a morte, e findava sua sentença deixando nelas sua assinatura. Ele fazia um sinal de cruz no peito de seus condenados, utilizando um punhal altamente cortante.  Este "homem" passou a ser procurado por autoridades, e por meros cidadãos da região. Os religiosos apressavam-se em dizer que este era o próprio diabo que vinha ceifar as almas dos seus súditos.  O País entrou em colapso. O medo e o pavor fez com que as famílias se trancassem dentro de suas casas. Ruas e fronteiras tiveram o reforço de homens armados com rifles, lanças, espadas, foices, enxadas e outros objetos.  Olhos alargados se atropelavam. Forte respiração e ac...
Observado como sempre fui. Preparado como nunca antes. Fuzilado por um olho só. O olho que tudo vê. Petrificado no tempo em que fui submetido a vagar. Horrendas paralisias sub-humanas, obrigatoriamente forjavam símbolos. Descritos em cláusulas ofegantes, decifrei o mais elaborado quebra cabeças. Templos profanados por ignorância. Uma longa viajem por outros planos, outras estradas. outros caminhos. Nada é o que parece ser.    
É chegada a hora. Os segredos mais ocultos se desabrocham. Vejo todas as lembranças atravessarem os meus olhos. Chegou o momento da grande descoberta. Este som apavorante é um sinal claro do que vem a meu encontro. Os cães não ladram como antes, agora eles uivam. Toda a perturbadora noite servirá de morada para tais monstros. O falso silêncio anuncia o negro voraz que caminha lentamente com passos pesados em minha direção. Desta vez não irei resistir. Que venha o vilão da minha verdade.
Sinto tua falta meu amor! Por onde andas que não me chamas e nem reclamas a minha falta? Fostes para um ponto da Terra em que se quer posso vê-la, admirar-te. Desejo teu bem, ainda que estejas longe. Sofro demais com a tua ausência. Ando fadado ao descaso das minhas lamúrias, repleto de fúrias. Tolice pensar que tais atos me sobrevêm como alívio. Bem sei que tu condenas tal atitude. Por isso, digo-te que corro perigo por falta de abrigo. Não te compadeças de meus relatos, mas tenhas em tua cabeça que moldarei os meus atos. Te amar é compreender tua partida, e sonhar com o teu coração em cada batida. Saibas meu amor, que não importa onde estejas, sempre estarei ao teu lado com meus pensamentos. Te amo! 
Nesta tarde, uma chuva forte e revigorante caiu. As gotas pesadas pisoteavam com muita vontade o barro no chão. O seu cheio peculiar misturava-se ao delicioso perfume de terra molhada. Os raios anunciavam comedidamente o pronunciamento dos Trovões. Este cenário, arrebatou-me de tal modo a transportar-me abertamente á uma infância adormecida. Os muitos banhos de chuva com os pés descalços. Braços abertos e olhos fechados, girando a toda velocidade na pureza da liberdade. Como é boa esta sensação! Já nem me lembrava mais! De repente, a chuva cessou e tudo voltou ao seu normal.
Observe novamente. Veja aqueles olhos e todos os dentes afiados. Um forte odor de enxofre e mercúrio me embrulha o estômago. A sensação de aprisionamento formula as muitas rajadas de intensos calafrios. Os arrepios adormecem a minha carne, enquanto a imagem diante de mim estremece os meus ossos. Um ato gravitacional detecta outras forças presentes. Olhos negros e profundamente vazios, formando enormes poças de sangue e limo. Neste momento, não chamo por ninguém. Apenas faço uma releitura de outro milênio, confortando o meu desespero com o reflexo do espelho da minha misteriosa alma.
Não sou calculista. Sou altruísta. Maquinar a intensidade de alguns interesses, não revela com transparência o que de fato se quer demonstrar. Tal libertinagem será confundida com sabotagem. Gargalhadas sustentarão os espantos dos convidados. Perigosos cochichos estarão atrelados aos muitos insucessos sepultados. Não há mais regras para tanta covardia. A noite rebelou-se dominante sobre o dia.   
Por um instante, pude sentir a reflexão se instalar. Um palpite ingênuo embaralhou minha quietude. Esbocei semblantes amenos, e respirei um alívio repentino. Não pude querer tal sintoma, pois desgovernado está esta minha vertente. Uma fratura exposta de sentimentos ensanguentados. Sangrar até a morte pode ser uma opção. No entanto, vingar a saudade de tempos remotos requer opressão. Como passa depressa esse tempo travesso! 
Covardemente me oprimi. Deixei que tomassem as rédias da minha ambição. Passei a sonhar os sonhos dos outros, e comecei a obedecer regras que não se aplicam a mim. Entendi que ser diferente, não é nenhuma doença contagiosa. Usamos máscaras quando tentamos esconder o que de fato está por de trás dela, ou então, quando temos a intenção de entreter uma platéia. Passeando no oco do meu lado interno, encontrei uma virtude que ninguém poderia explorar. Abracei uma solidão que a tempos fingia ser adormecida, enquanto cercada por muitos. Hoje, já restabelecido, confronto-me sobre o próximo passo a ser dado cautelosamente.
Não quero e nem preciso ser igual a ninguém. Não estimo fazer dos problemas dos outros menores que os meus, e vice e versa. Já sou assombrado demais com minhas próprias perseguições auto críticas. Sou um sobrevivente dos meus próprios equívocos. Por muitos anos aprendi a lhe dar com a minha própria individualidade intimidada. Prosperei quando entendi a necessidade de ser mais um, entre milhares. Meus valores? Nem sempre foram aceitos, mas nem por isso cuspi nos valores alheios. Isto não é ter princípio?
Nesta noite, ouvi gritos de terror. Um som negro e desfigurado agrediu meu raro e quase extinto silêncio. Não exitei em discordar de tal participação irresponsável. Meus olhos não foram cobertos por suas pupilas. Meu corpo resfriou-se em repetidos banhos até que tudo voltasse ao normal. O normal sempre será citado apesar de já falecido. Tropeços diários fizeram bem o seu trabalho. Os gritos da noite, não se calaram. Certamente, irão residir por mais algum tempo nas escuras e longas noites da minha cabeça. 
Essa é uma nova era. Novos acontecimentos precisam se expressar. O Mundo jaz violento. No entanto, selvagens ignorantes decidem se destruir, destruindo tudo o que está ao seu redor. Neste quadro clínico da decadência Natural da sobrevivência, ejaculo protesto nas mais variadas formas de sonegação de valores. Insultam minha intelectualidade. Devastam a minha privacidade. Atropelam a minha dignidade, e sentem-se deuses do politicamente correto. Hipócritas fervorosos. Afrontaram a Lei da vida e agora pagarão por seus atos deploráveis. Sempre haverá um retorno para cada disparo. Vermes malditos.
Novamente surrado pelas rebeliões da minha falsa realidade. Realidade esta que se desmancha em enganosas afirmações. Acredito mais no que não vejo, do que naquilo que vejo. Dou mais ênfase áquilo que ouço de fato, do que as coisas mentirosas que não suporto ouvir dos enganadores de si. Sou um apreciador nato de testemunhar um sentimento verdadeiro demonstrado em atos, do que propriamente vê-los somente em palavras e gestos mentirosos.  Sou acorrentado aos propósitos mesquinhos de humanos fantoches. Sempre me dizem o que devo fazer para que eu não me torne um obstáculo para seus respectivos sonhos.  Não sabem o que de fato se passa em mim. Nem se quer sabem quem sou, mas sentem-se poderosos demais na vã tentativa de me transformar, usando seus métodos mais valorosos. O sentimento afetivo. Isso se dá ao egoísmo e a manipulação de tais seres. Nunca fui o que de fato me propus a ser, e isso os confundi. Agora, verão a minha ira, através de quem realmente faz...