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Mostrando postagens de 2017
De repente um álibi. Uma força futura. Estalando sonhos no Universo. Inverso e intenso. Propenso a vagar pelas curvas de cada Planeta. Extenso. Levitando no paradoxo do omisso saber. Traçando nos Astros os rastros de uma viagem jornada.
Uma sombra deitou-se sobre mim. Adormecido nas ondas sonoras dos pássaros. O ar era comestível. A boca aguava com o sabor do cheiro que frutificava. A cabeça acomodada nas folhas de pensamentos macios. Os pés cansados mostravam marcas de longas caminhadas. Ao levantar-me do leito revestido de brotos. Era conclusivo a admiração do verde com os batimentos corridos da minha alma.
Beija-me com fervor. Acenda-nos o calor. Apressa-te em despir-se. E assim, façamos amor. Alimente minha fome com a tua carne. Mate a minha sede com o teu prazer. Façamos a união dos corpos, num ir e vir de um leve lazer.
Na face da Lua o rosto do Sol. Sentado na Ilha olhando o farol. A cama era rua, madrugada nua. Embora tão crua o cobrir do lençol. Formando progresso na estrela dos olhos. Não era sincera a canção que se ouvia. Falácia da voz um começo de volta. Meu corpo sorria o poema magia.
Dois corvos adolescentes. Corpos enclausurados. Uma fenda contínua. Cais de entradas e profundidade. Ametista calibrada e polida em grãos de nova Era. Quase tudo, quase eterno.
Diagnóstico de aparência. Sempre ventava naquele lugar. Os pés mergulhados em água corrente. Valente o peito gemia e a alma corria. Defronte com o desgovernado rumo dos sinais. Permiti que os prazeres dos sonhos ventassem novamente no mesmo lugar.
Caule de pedra. Raiz de semente. Serpente bandida. Janela aberta e um jarro de plantas. Abismo que abraça o temor de pular sem paraquedas. Numa ordem cronológica sucumbi o anti-horário do destino. Perdido no tempo.
Parafraseando as lacunas da soberania construtiva. Simbologia representante dos planetas controversos. Neurônios combatentes, afluentes marginais. Desprendendo propagação do aceso ou algo a mais. Silenciando o projeto da tonelada consciência. Preferindo e sucumbindo ás forças da ausência. Problemática aquática que nada nos olhos da dor enquanto navega pelos mares da madrugada. Avante no tempo que furta o momento de ser feliz por um triz.
Borboletas planando. Violetas observando. A terra espreguiçava a sua mudança de conduta. Engolia sua relva em dias de selva. Suas raízes brotavam das erosões da sua vontade. Na observância da sua serena brutalidade, a terra demonstrava uma proparoxítona de variados sentimentos ao episódio natureza, onde tudo que se planta, colhe.
Horizonte é um fio. Fio que se deita na cama do destino. Enigma da sorte dos mistérios. Fragmentos provisórios por hemisférios. Atravessando o próprio horizonte, encontrarás a estrada da sua trajetória.
Meu toque. Farejo teu cheio enquanto deslizo pelo teu corpo.   Tua chama me chama para o incêndio da cama enquanto devasto com beijos o teu pescoço. Enfurecida de excitação perfura minha pele de tanto tesão. Unhas cravadas, loucuras faladas. Nada mais a acrescentar. Somente uma noite entre quatro paredes é que pode contar .
Crimes confessos. Reprimi minhas emoções. Sorri quando devia chorar. Tornei deserto o riacho dos desabafos. Trancafiei a sensibilidade e enjaulei o coração do meu espírito. Tolo e réu do meu próprio eu. Confesso que sou mais do que um dia fui. Confesso os meus próprios crimes e estou preparado para a condenação que só o futuro libertará.
Imediato fascínio. Sinto fome de corpo. Sinto desejo de alma. Anseio por um fim de tarde que me abrace em seus ventos e ponha o Sol a se pôr em meus relaxantes aposentos.
As lágrimas cantam suas poesias na face entristecida. Tão romântico este sorriso que brilha molhado de choro. Não chores Flor do campo. Teus orvalhos escorrem e regam a terra. Olhar espelhado, caráter de dor. Sinta o frescor do azul que te abraça e sorria a felicidade de uma nova etapa.
Os cacos pontiagudos deitaram-se nas memórias de cada passo. Estilhaçados os planos, sentimentos de aço. Dosagem de uma vaga loucura que pousa e adormece na vasta profundidade do inquilino eu. Preso no conflito de uma liberdade de asas grandes, me afago em queda livre nos braços do por vir.
O ventre abraça. Uma caixa fechada embrulhando um presente rico. Aquecido e alimentado pelo que chamam de amor incondicional. Uma bolsa repleta com esperança e água da vida. Após a saída, o tempo se faz veloz. Pequenos e maravilhosos momentos podem tornar-se extintos. Seja o ventre das suas oportunidades de paz.
Trovoada canta em sinfônica melodia. Ouço calado os passos da chuva na rua dos meus pensamentos. O Temporal abençoa as crianças e seus risos. Poças pisoteadas por pés confusos. Uma enxurrada de lembranças lambendo as calçadas do chão de terra. Profunda agonia que congela e arrepia as extremidades de um corpo banhado por suas estranhas memórias.
Outro dia... Atravessei contente pelos vales de um sorriso inocente. Descontente por contemplar o ausente, mas feliz por amar o que fiz. Zombei do medo. Afrontei a ganância. E sorrateiramente, desvendei a mais forte das coragens. Pus verdade no que era mentira. Sonhei novos sonhos e abracei os fatos de uma nova realidade.
Hoje o Céu não se abriu. Não quis revelar-me seus mistérios. Fez mistério. Nublou sua face com um clima mais sério. Embora eu conheça os seus sentimentos, não posso domá-lo. Ainda que eu voe por sobre as nuvens, jamais subestimaria a força de um Gigante tão azul.
Um adeus, uma dor. Um sofrer sem cor. Já não ouço mais o som da mesma energia. Não vejo mais o colorido da sua presença. Um ir imediato, sem aviso, sem retrato. Portal inflamado em partida. Meu querer não é suficiente. Ainda que eu grite, implore ou chore, já não será mais possível te abraçar novamente. Não neste momento. Lembro-me dilacerado de todas as oportunidades que tive de declarar o meu amor. Ainda que fosse com  um abraço  em mero silêncio. Todas as vezes que pude aproveitar-te não foram suficiente. Resta-me ao menos um pedido de perdão e uma dor no coração.
Amar não é um martírio. Amar é nobre. O amor não dói. O que dói é a não correspondência desde mesmo sentimento. Isso quando não somos maduros o suficiente para entender que o real sentido do amor é simplesmente o amar. Amar. Simplesmente, amar. Amar sem esperar algo em troca. Amar sem cobranças ou interesses. Amor e respeito para si. Amor e respeito para quem amamos e respeitamos.
Sombras movidas por gente. Uma luz que levanta-se das entranhas do profundo Oceano e adormece deitando-se por sobre as montanhas. Seus braços esbarram no Céu e luzes cintilantes e multicoloridas mancham todo o azul no fim de tantas tardes. Vejo a força soberana das ondas do Mar surrando rochas brutas. Águas irmãmente infelizes por alimentar as ruas de Cidades egoístas. Com os olhos voltados para dentro de si, muitos de muitos nunca contemplarão tais maravilhas. Gente que pisa gente. Bicho que mata bicho. Resta-nos boas novas aos que ainda virão residir nesta maravilhosa Terra de sombras.
Nesta face sublime, está descrita a pureza de sua beleza. Expressões subordinadas ao orgasmo da plenitude. Eucalipto evaporado pelos seus poros encharcados de submissão. Uma flor que desabrocha com o beijo da paixão. Sincera consigo, amante do abrigo. Furor ensandecido paralisado em orvalhos. Sempre como uma lava vulcânica embrazando o desejo de amar loucamente. Tão de repente, te tomo em meu colo e afogo-te no prazer de voltar ao lugar de onde nunca saiu.
De onde vem esta Rosa? Ela vem do jardim das nuvens. Uma Flor revestida por cor e perfume.  Amada antes mesmo de compreender sua soberana beleza. Cheirosa Rosa. Se abra em meu peito.  Exale o respeito.  E seja a intensidade do azul sem fim do Céu do meu coração.
Não desvie o olhar enquanto eu estiver falando. Falo para o teu bem. Há momentos em que precisamos alertar quem amamos com um simples choque. Acostume-se a isto. Diga alguma coisa. Fale em tua defesa ao menos. Se não queres o meu cuidado, então decida por deixar-me ao relento da cruel solidão. Será melhor assim.
Não vejo o fundo do poço. Vejo apenas a queda que me levantará. O poço é a realidade. O fundo dele, o medo. O levantar, a cascata do renascimento. Enquanto afundo os meus pés na movediça experiência de vida, ergo a cabeça e direciono o olhar para a fonte da juventude da fé. Das feridas das quedas é que aprendi a cicatrizar o trauma de ser feliz.
Não se levante. Fique comigo um pouco mais. Não afaste o teu corpo do meu. Mantenha tua cabeça em meu peito. Deixe-me te aquecer com beijos nesta fria manhã. Você merece. Não há nada lá fora que te faça tão bem amada como eu. Sinta o meu carinho. Deixe que a minha mão percorra pelos teus braços, rosto e pescoço. Deixe que o fogo inflamando em mim se deite por sobre tua fome. Constranja a tua calmaria e deixe-me ama-la por tantas outras vezes.
Fui bem mais longe do que imaginei. Andei no estremo do meu limite. Deflagrado em condicional redenção. Triunfei com honraria o meu legado. Bem mais perto do que sonhei. Bem mais longe do que desprezo.
O Céu é a cama. O azul cintilante é o meu travesseiro. As brancas nuvens, os lençóis acolchoados de chuva. Os Astros são informes em suas magníficas magnitudes. Vaga-lumes estelares abrilhantam a pureza do sono Sideral. A Via Láctea é o sonho que se acomoda na inconsciência do meu descanso.
Trovejou nas montanhas. De lá vem as águas, barrentas de tão espumadas. Atropelando-se dentre a pele rochosa deste gigante pedregulho. Voadores se abrigam nos ares do vento veloz. Cá entre nós! A enxurrada aumenta gradativamente a sua voz. Fui mergulhado na ferocidade da transparência molhada. Agora me vejo objeto de alma lavada seguindo a jornada.
NAMORADOS Uma forma de se conhecer. Uma experiência única. É o desafio que te faz entender sobre amizade de verdade. Onde segredos são compartilhados. As intimidades se afloram. Desentendimentos servem de termômetro para a convivência. Diferenças, erros e acertos. A feição de surpresa a cada descoberta sobre o outro. Declarações, pedidos de perdão. Este é um momento de preparação e conhecimento profundo com quem você se relaciona. Com o outro é que descobrimos quem somos e o que de fato sentimos quanto ser humano. Feliz ou triste. Realizado ou decepcionado. Nunca deixe de acreditar que encontrar alguém não é se deparar com o outro, e sim, permitir que o outro venha de encontro ao que você propõe para a felicidade de ambos.
Primeiro ele começa, assim meio desconfiado. Pouco se expressa. Procura demonstrar o que tem de melhor. Sorri mais do que de costume. É mais acessível e pouco discorda. Depois ele cresce, se solta e procura se impor em seus ideais. Te faz sair da sua zona de desconforto para um ambiente mais seu. Em seguida te faz mostrar quem de fato você é. Em algum momento o seu caráter será testado e exposto. Por fim, ele morre. Contudo, ele não morre em vão. Ele deixa claro que enquanto os sinais se acendiam e sonorizavam, você tapava os ouvidos e fechava os olhos. Um relacionamento a dois, não termina de uma hora pra outra. Ele sempre anuncia a chegada da sua ida.
Te reencontrar foi maravilhoso. Aquele frio na barriga. Aquela acelerada no coração. A voz embarga. O discurso formado se deteriora. Isso é desconfortável, mas me traz felicidade. Aquele seu olhar que fala. Não se prenda. Se deres um passo, darei dois.
Se a vida não te faz rir, então tente cócegas, mas sorria. Viva a vida de tal maneira que te faça ofuscar as tristezas que sente. Deixe que os espasmos da sua coragem te empurrem. Quem ama a vida, vive esse amor.
Às vezes estamos no Outono, lembrando do Verão, sonhando com a Primavera e sentindo o Inverno dentro de nós.
Gente sem caráter. Dissimulados e maliciosos. Vivem as custas do mal alheio. São pessoas venenosas. Um dia te abraçam e te beijam, no outro te derrubam e te mordem. São uns pobres coitados, mal sabem o que atraem para si. Defensores da falsidade, tenham cuidado com a queda, pois ela será grande.
Na areia da Praia pisei sem demora. Corri de ponta a ponta e lancei-me por água a fora. Nadei nas costas da superfície. Adentrei-me no verde azulado de cada ir e vir da água planície. Vi golfinhos namorados e peixinhos devorados. Flutuei submerso com tartarugas marinhas e com pedaços de qualquer coisa. A Natureza chora, enquanto é contaminada pelo Vírus da humanidade. A consciência de lixo. 
Apoiado nas lembranças mais revigorantes. Me entreguei aos sorrisos mais longos que pude dar. São tantas lembranças. Tantos momentos loucos e apaixonantes. Fiz tantas bobagens por inocência. Fui amadurecendo com velocidade. Me pus na temperatura mais alta da vida para galgar descobertas que nem mesmo eu poderia suportar. O náufrago do meu juízo, determinou que a melhor maneira de conhecer sua própria natureza é plantando a liberdade pela raiz. O náufrago do meu juízo estava certo.
Lembra-te daquela dança? Estava escuro. Um clima de muita sensualidade. Enquanto me seduzia com os olhos, todo o seu corpo reproduzia a canção. Seu corpo mexia-se como nenhum outro. Eu me deixei envolver por todo esse charme. O rebolar da sua cintura me arrepiava. Dançamos colados.  Com passos marcados. Rostinhos colados. Uma entrega total. Lembra-te daquela dança? Foi sensacional.
Um Pai de verdade sabe o que é amar um filho. A gente pensa neles toda hora. Se estão alimentados. Agasalhados. Como estão de saúde. Como vão na escola. Como tem se comportado. O que tem passado e pensado. Pensamos no quanto eles nos amam e dependem de nós. Pensamos nos colos quentes que irão precisar nas andanças da vida. Pensamos também no crescimento deles. Pensamos se dormiram bem. Se escovaram os dentes e se lavaram as orelhas. Mesmo quando não estamos perto. Pensamos neles toda hora. Que Deus os abençoe meus filhos. Amo vocês.
Penso que se todas as "verdades" fossem de fato verdadeiras, meias verdades seriam o pódio.
Que dor é essa? Que aperto é esse? De onde vem a desordem? O ar ainda não se faz presente. A cabeça dá giros de deixar qualquer homem maduro tonto. Eu havia me enganado. Nunca existiu um controle sobre quase todas as coisas.
Poder caminhar é um privilégio. Seguir numa determinada direção é um estado de espírito. Lhe dar com tropeços e pedradas da vida é mero tratamento de choque. Quando olhamos através da fumaça escura, podemos ver que do outro lado sempre há algo a ser conquistado.
Uma frequência repentina. Uma procura por tesouros engolidos pela enorme boca do Mar. Navegando sem rumo. Balançado com as ondas e sendo flertado pela exuberante Natureza. As águas sempre respondem aos meus pensamentos. Volto ao passado quando sou banhado pelas espumas das ondas que batem no casco. Enquanto navego por sobre o Mar, ele navega por inteiro dentro de mim.
Seja forte nas suas lutas. Elas irão te bagunçar em alguns momentos. Mas passa. Tudo passa. Mesmo ferido, não jogue a toalha. Devemos ser lembrados por quão resistem nós somos e não por termos virado comida na boca do peixe da adversidade.
O nascimento é algo indescritível. Quer revigorar tuas ideias? Assista a um nascimento. Do Sol. Da Lua. Dê uma flor. Ou até mesmo o nascimento de uma criança. Isso irá te fazer refletir bastante, eu aposto.
Quem tem olhos, vejam. Quem tem ouvidos, ouçam. Teus olhos irão ver o clarão do estalo da renovação. Teus ouvidos serão acariciados pela canção da vitória. Tudo isso não tardará.
Partias antes mesmo de um adeus. Toda maravilhosa vivência, adormeceu em declínio. Dormente de pensar, meu raciocínio ingênuo e desastrado, corroeu os meus atos em tom de não contentamento. É como a fogueira no inverno. Ela te aquece causando conforto e aconchego, mas de repente se apaga dando vasão ao frio e a tristeza. Gostaria de refletir o meu rosto no lago dos teus olhos mais uma vez. Gostaria de sentir o meu corpo envolto nos teus braços de misericórdia novamente. Me perdi nestas esquinas vazias do mero acaso. Tomei outro caminho de volta, sem volta. Murmurei ao silêncio do meu redor e silenciado fiquei com o barulho que fazia a solidão. Eu que fui Pássaro, apenas calcei meus pés com a mais pura e dolorosa realidade e apreciei o vôo de uma Bela andorinha aos fortes ventos do desconhecido da vida.
Nem tudo acaba quando acaba o tudo. Sem regras desta vez. O ser livre está na condição de desprendimento interior. Sou apaixonado pela vida. Amo quando respiro e quando acordo. Sinto-me revigorado quando vejo meus filhos sorrirem. Sou ingrato, pois não agradeço o suficiente. Vou policiar-me quanto a isto, mas por hora, pretendo contemplar o tudo que tenho e o tudo que não tenho mais.
Não falarei sobre o que se foi, mas me alegrarei com o que virá. O antes fortaleceu-me para o depois e agora um novo momento se fará. As vezes me pego vagando pelo que passou e trago de lá não só as alegrias, mas trago também alguns erros que jurei jamais comete-los novamente. O avante sucinto, arrebata-me de uma só vez. Jurei também, não falar do passado, mas o passado sempre fala de mim pra mim. Que confusão. Acho melhor apagar a luz dos meus pensamentos e descansar a minha ressaca mental no travesseiro dos sonhos noturnos.
A folha caiu e eu a peguei. Ela estava seca. Morta talvez. Outras folhas vieram. Ventadas aos montes. Formavam um Ciclone de fortes reflexões. Tonto de refletir, avistei um Colibri e cobri a minha boca com um largo sorriso. As folhas "voaram-se" no barco do vento. Só então percebi que ainda estou só no Mar desse Tempo.
Lábios saborosos com cor de beijo. Cabelo cheiroso e corpo macio. A pele banhada, preparava-se para as carícias mais desejadas. Exalava incêndio dos teus pensamentos. Desejos inquietos aceleravam o meu coração de olhos vendados. Perdeu-se o controle dos meus atos. A sincronia na coreografia da arte de nos amar, fez explodir um magma apaixonado.
Quer gritar? Então grite! Chore, bata-me, rasgue-me se for a tua vontade. Declame e reclame aos ouvidos das paredes que só fiz o que não devia. Peça-me para que eu olhe em teus olhos enquanto esbravejas comigo. Soque os travesseiros e a cama. Fique um pouco de mal. Proíba-me de cogitar a cama enquanto tenho um sofá. Diga-me que ficarei de castigo por tempo indeterminado. Trancafia-me no isolamento da tua presença. Tortura-me com tuas lições de moral e puxões de orelhas. Faça o que quiser, só não deixe que suas palavras atinjam níveis tão baixos que não possam voltar. Não deixe que o dia amanheça sem que estejas deitada em meu peito.  Não deixe que as tuas angústias te devorem quieta. Esvazia-se do que não é bom para que eu te encha do que é amor. Faça o que você quiser, só não me proíba de te amar.
Meus dias estão nublados. Não vejo o sol, nem o Céu. E tudo que penso escrevo em folha de papel. Vejo tantos caminhos, mas nenhum me levará para onde desejo ir. Estou só como sempre fui. Cercado por muitos, mas tocado por poucos. Vivendo entre sãos e atraído por loucos. O orgulho abandonou-me. E hoje, vivo tentando nascer outra vez.
Veja como crescemos. Somos o resultado de tudo que aprendemos. Somos representantes do amadurecimento vivido. Choramos, mas também sorrimos. Prefiro lembrar do que foi bom. Aqueles momentos inesquecíveis. Cada dor. Cada prazer. Cada emoção. Somos vitoriosos. Devíamos ser mais felizes. Podíamos ser mais alegres. O nosso tempo por mais longo que seja, ainda é curto. Temos que respeitar a vida e vive-la com máxima excelência.
Não há nada de mal pensar em você. Ao contrário do que muitos pensam. Lembrar de você me faz bem. Pessoas tomam decisões. Amigos apenas se protegem. Proteger uma boa amizade é um ato de nobreza. Querer o bem de alguém, traz uma responsabilidade a mais para quem o deseja e suas decisões. Não importa o politicamente correto. O que importa é a integridade da honestidade de um excelente caráter.
Quantos risos. Quantas gargalhadas. Quantas mancadas. Quantos momentos maravilhosos. A felicidade pode estar em muitas ocasiões, mas a melhor felicidade está no que você vive de verdade quando é você mesmo.
Vidrado no seu retrato por alguns segundos. Permaneço vidrado por mais alguns minutos. De repente começo a imaginar o movimento da sua cabeça e as expressões do seu rosto. Sua boca se abre, dizendo coisas de todos os tipos. Franzindo a testa e sorrindo depois. Saindo do retrato e vindo em minha direção com os braços abertos. A cor da pele mais viva e corada. Seus cabelos caindo uns por sobre os outros. Seu olhar penetrante e brilhante de lacrimejar. Pisquei por algumas vezes e percebi que tudo não passava de uma malvada ilusão. Você apenas existe nas lembranças do meu coração.
Ao longo da vida desejei ter alguém. Alguém que fosse de carne e osso. Alguém que soubesse com certeza como ser humana e original. As possibilidades mais inimagináveis surgiram e com elas as decepções e os tropeços. Falhei quando tive a chance. Tentei ser alguém que não sou e naufraguei em minhas próprias convicções. Seja quem você é. Assuma sua identidade. Ame-se de verdade. E deixe as surpresas da vida nas mãos de quem sabe. Deus.
Lembro-me dos tempos bons da infância. Inocência, amizade, verdade e aprendizados. Educação e amor. Família e sociedade. Tempos em que andava-se pelas ruas sem tanto medo. Eram adoráveis os fins de tarde, vendo os vizinhos se reunirem para conversar nas portas de suas casas. As crianças podiam se relacionar abertamente com brincadeiras saudáveis e brigas inocentes e passageiras, seguidas de abraços. Nas escolas cantava-se o Hino Nacional da "República Federativa do Brasil" o nosso País. Nada é perfeito. Nada dura pra sempre. Hoje não muito velho. Observo descontente e indignado, a imundícia em que os valores e princípios morais, estão mergulhados. A esperança deve ser sempre a última a morrer.
Nas esquinas paradoxais de ruas enluaradas, pedras no asfalto descrevem o barulho das marchas de pisos fortes que somem por entre as fumaças das épocas. O Tempo adotou preciosas medidas de filtração. Nada sobre nada poderia corromper a Era de novas inundações revolucionárias. O Tempo passou e o barulho das marchas não.
Com licença. Por favor, obrigado. Desculpe-me por ser educado. Não o sou por obrigação e muito menos por aceitação, mas o faço com o coração. Desejo que tenha uma boa noite.
Selinho? É bom. Beijo quente? Muito melhor. Carinho? Não pode faltar. Respeito? Primordial. Amizade? A base. Elogios? Sempre. Críticas? Construtivas. Abraço? Não se nega. Tapas? Só se for entre beijos. Colo? Sempre que precisar. Palavras? Só se forem positivas. Frases? Declaração de afeto. Religião? O amor. Verdade? Sim. Mentiras? São devastadoras. Perdão? Um alívio. Sexo? Seguro e com desejo. Amor? Com reciprocidade. Filhos? Uma benção. Família? Uma necessidade. Trabalho? Um futuro. Vida? Uma oportunidade. Felicidade? Sim. A felicidade está em cada resposta.
Deseja-me? Então me tenha. Me queres ao teu lado, mas não fazes o teu melhor. Não sou facilmente seduzido. Olhares e gestuais, não são minhas prioridades. Corpos belos, rostos lindos e pitadas de sensualidade são armas poderosas, mas não suficientes aos meus critérios.  Para ter-me em teus braços é preciso ter caráter e dignidade. Para ter-me em tua vida, será necessário que esteja do avesso. Quero examiná-la de dentro para fora e não o contrário. Se for constatado a veracidade da intelectualidade da beleza do seu interior, então todo o processo externo será muito bem admirado por minha sensibilidade romancista e só então me terá como desejas nas tuas intenções.
Numa hora dessas, tudo pode acontecer. Montado num raio á beira Mar.  Duzentos por hora, sem parar. Deixando o vento no rosto passar. Maravilhado com lugares lindos. Rumo ao nada. Em busca de novas moradas.
Estas mãos. Tu paralisada. Olhar frio e vazio. Mantida ao veneno da decepção. Palidez te consome. O tremor em tua boca denúncia protesto. Fala tua ira para que não sejas fulminada por tua própria ebulição.
Broto que germina fogo. Trato de um retrato empoeirado. Neve que se deita como cinzas. Água que desliza por sobre as pedras. Frio que abraça o corpo e embaça o vidro da alma. Cheiro que fotografa uma vaga lembrança. Neblina que venda os olhos e lança no abismo o não realismo.
Quando a ficha cai, não tem jeito. Tudo começa a ficar mais claro. Acho que é hora de me levantar e seguir adiante. Amanhã eu não quero acordar com o mesmo semblante.
A travessia orbital da reflexão, ultrapassa a nostalgia da rebelião interior. Foram removidos os desígnios. Reluzia o pulsar gravitacional do pensar. Lamúria sepultada. Estiagem das lágrimas. Transborda o rio da renovação que corre veloz pra desembocar no sorriso final.
Não é bom que o homem viva só? Estar só não é uma escolha. É uma consequência. Viver só não será mais uma consequência e sim uma escolha. Antes só do que acompanhado.
Se a felicidade sorriu pra você, sorria de volta. Permita-se respirar uma nova fase. Ame seus filhos. Declare-se para seus Pais. Abrace seus amigos de verdade. Apaixone-se por si quantas vezes conseguir.
Adoro saborear um banquete. Uma taça de vinho. Um bom papo, um carinho. Parar na varanda e viajar na canção das ondas. Observar a Lua e cheirar a maresia. Fechar os olhos e sentir seu abraço seguido de um beijo no meu pescoço. Por um momento, a camisa desabotoada. Um mergulho no Mar não seria ruim. Tudo se encaminha no paraíso sem fim.
Louca. Linda e louca. Não podes me impedir de amar-te como desejo. Nem podes me condenar por admirar quem tu és. Te desejo como vejo. Te almejo como quero. Amar sua alma com maestria e amar o teu lindo corpo com ousadia. Dizer melodia com atos imediatos. Dosar o teu dia, ignorar tua loucura e gozar alegria com sua bravura. Louca como só. Te enfureces este adjetivo, mas a tua insanidade me trouxe o motivo. Loucura que amo. Tu és a doida varrida que amo amar.
Horário, velocidade absurda. Frequência mal resolvida. Bebidas e trajes. Indumentária da Artes. Sonoras sonolências enluaradas com fogo e pó. Nuances em anuncias virais. Sorrateiros rótulos estampados em masmorras culturais. Vitrine da vida. Um botão de partida.
Na esquina do medo uma nova vertente Prosperava o andar da soberba no caminho latente Trombavas dilacerado com tamanha desenvoltura Pedia e amargurava um amor de aventura. Já não era mais um despertar Era apenas um amamentar permissivo de fadar Apunhalava o seu próprio peito com ilusões verdadeiras Chorava e sorria quando achava e perdia sua paz passageira. Inócuo amor, jurou liberdade Remissão revestida de momento certo Permanecias intato o músculo que bombeia sangue Poria fatos no seu planejar  Matando aos poucos a tal jugular. 
Enquanto servia-me de modelo, eu te representava através das tintas na Tela principal. Deitada e nua, suas curvas abrilhantavam a Arte que se expressava de modo sofisticado.  As feições, a pele, o cabelo, a falsa inocência de um olhar penetrante e até as unhas se tornavam alvo da minha inteira admiração e atenção. Cada detalhe era precioso. Pincelei com magnitude de um colorido interior. A cada pincelada, um suor escorria borrando minha face encabulada. Com o furor da paixão, veio o vermelho intenso. Misturando-se á outras cores e sentimentos. Tornou-se uma cor de vinho rascante. Um sabor desafiador ao paladar de um artista apaixonado. Então, tua imagem foi indescritivelmente expressada na tela viva, emoldurando em conjunto o meu inquieto coração.   
Fatos. Indícios e delírios. Corrente de pássaros forjada com véu e grinalda. Proeza relevante. Aliança diamante. Votos órgãos do corpo da alma. Perfurante verdade que invade a outra metade. Contato de lábios amados e felizes. Ovacionam as palmas com alegres estalos. A noite recai como bênção e a Lua é o mel que adoçará os caminhos que preparei para sua felicidade. Eu te amo. 
Flocos de neve pousam no jardim. Ao abrir a porta, o branco gelado purificava o respiro. Refletia em meus olhos a chuva em cristais. O sopro resfriado fazia um som de aconchego. A única beleza capaz de superar tal liberdade, é você vindo de encontro á mim. Agasalhada e tímida, tinha o sorriso mais alvo que a própria neve. Correu em minha direção e apertou-me feliz. Agachou-se, recolheu um pouco de neve e lançou-a em mim. Foi divertido. Rolamos pelo jardim entre beijos e gargalhadas. O Inverno tem suas maravilhas. E eu, tenho você.  
Pelos semblantes congelados. Teu olhar buscava o chão. Movimentei minha mão delicadamente, erguendo teu queixo e teu olhar procurou os meus olhos. Tristonha e tão indefesa, entornou limpidez dos teus sentimentos. Comovido, te trouxe pra bem perto e dei colo á tua solidão. O meu corpo quente engoliu o teu e a paz momentânea te roubou um sorriso. O amor conduziu nossos corpos numa dança envolvente. Soava a trilha sonora das nossas lembranças. Amor se alimenta com carinho.