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Mostrando postagens de dezembro, 2015
Ponha de volta as tuas vestes. Cala-te ó boca assombrada com palavras infames. Sub julgas a minha honra com vil suborno a minha virilidade? Impusestes a tua bela soberania angelical nas fronteiras da minha insanidade. Me fizeste louco contra a minha própria vontade. Perfuraste a integridade da minha vaidade com atavio de meros olhos castanhos mel. Tu há de arrependestes por tal feito. Tuas magias hão de ser tão singulares quanto a masmorra que fará de morada até o nascimento da tua morte. Ajuda-me a compreender-te. Como ousas enfeitiçar-me com tanta naturalidade? Mesmo quando fecho os meus olhos, vejo a imagem real do teu corpo diante de mim, e sinto o calor e o perfume que passeia pela tua pele. Mesmo quando não posso, quero toca-la. Mesmo quando não me importo, quero senti-la. Mesmo quando todos se voltarem contra mim, quero tê-la em meus braços. Mulher! Como podes ausentar a minha força de lutar contra ti? Como consegues dominar a minha rejeição? O que tu tens...
Desta vez, algo me despertou. Ouço a força que sente o meu interior. Algo que eu espero a muito tempo. Sempre soube da sua existência, mas nunca pensei que fosse tão forte. Agora sei que cada visão, cada sonho, cada pesadelo, cada sintoma me preparavam para uma nova ousadia. Sinto a minha hora chegar tão sutilmente quanto o sopro que suspende a seda na janela. Meu forte. Esta força maior que me suspende como garras na pele. Ao olhar para o Céu, posso entender o que tão logo me espera. Uma força desconhecida e descomunal paira por sobre o meu ponto vital e faz adormecer o medo pelo desconhecido. O Passado, o presente e o futuro, serão fundidos em uma nova Alma blindada de Força maior.
Pendura-me no apoio da loucura. De tão louco fui traído de aventura. Balanço de lábios, mordedura de língua. Cabeça rebate no concreto chapiscado. Seguro e inseguro do que profere minha silábica. Tortura de afoitos olhos sangrentos de ódio medieval. Me ouço nos cantos do quarto. Sinto o eco de um Eu que não sinto. Procuro encontrar o que nunca foi descoberto. Agora me resta a imagem fantasiosa da minha louca loucura. 
Vedado. Cortado. Ferido. Amado. Assombração do meu corpo, escuridão que afaga a agonia. Apavora suas doses entornadas na vidraça dos olhos. Estilhaçadas em gotas. Calafrio nos temporais. Perfuração desejável ao intransigente e exato estado de espírito. Curvando-se aos tremores absolutos de suas cavernas. Me traga a soma da sombra alma, reluzente de tão negro que é.
 Soterrado pela vingança da terra. Revirado e retorcido pela forja das vans Poesias.  Debruçado nos livros que me trazem as viagens, viajo no banho que me atravessa a outro lugar. Portal difundido com água abundante, o Jardim atraía o meu semblante. Sou parte da umidade que refresca a vastidão de verdes agrupados no mesmo ambiente.  
Na hora em que vós me encontraste, sorriste o sorriso da flor que o meu ar perfuma. Vieste como a sombra da cerejeira, adocicando o cheiro da sua pura beleza. Basta-me um toque teu para que morras a minha alegria de tanto prazer. Nada que me queiras me desanimar terá mérito na felicidade que me causas a tua presença. Linda como só. Linda como jamais vi. Linda como o amor da rosa e do Colibri.
                                                                                                                                    FILHO DO TEMPO Aqui de onde me vejo, me anseio de ensejo e seguro o declínio. De fora a fora da minha alma, corro para o abraço do depois. Caído em desperdício de sentir, senti a dor de me arrepender por sentir o que não queria. Insistente é o que sou. Revirei-me por vezes nas insônias da cama. Preferi esboçar auto piedade, ao invés de crescer para a verdade. Atropelei o tempo e fui atropelado pela velocidade da minha impaciência. Aprender é saudável. Então, aprenderei como se aprende o filho do tempo.