Ponha de volta as tuas vestes. Cala-te ó boca assombrada com palavras infames.
Sub julgas a minha honra com vil suborno a minha virilidade?
Impusestes a tua bela soberania angelical nas fronteiras da minha insanidade.
Me fizeste louco contra a minha própria vontade. Perfuraste a integridade da minha vaidade com atavio de meros olhos castanhos mel.
Tu há de arrependestes por tal feito. Tuas magias hão de ser tão singulares quanto a masmorra que fará de morada até o nascimento da tua morte.
Ajuda-me a compreender-te. Como ousas enfeitiçar-me com tanta naturalidade?
Mesmo quando fecho os meus olhos, vejo a imagem real do teu corpo diante de mim, e sinto o calor e o perfume que passeia pela tua pele.
Mesmo quando não posso, quero toca-la. Mesmo quando não me importo, quero senti-la.
Mesmo quando todos se voltarem contra mim, quero tê-la em meus braços.
Mulher! Como podes ausentar a minha força de lutar contra ti?
Como consegues dominar a minha rejeição?
O que tu tens, que a torna tão bela e tão apetitosa?
Isso já não importa mais. Irei liberta-la agora.
Fuja daqui! Fuja para bem longe para que mal algum possa toca-la!
Irei contigo. Pois, o que senti por ti, superará todo o reinado que algemava minha paz.  

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