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Mostrando postagens de março, 2015
                                            Me ama de novo? Me ama de novo? Foi muito gostoso! Prefiro seu colo e um beijo fogoso. Me arde o prazer do alguém que se ama. Amor de verdade é pra eternidade, não termina na cama. Na cama o abraço, o beijo e o carinho. Depois de te amar não estou mais sozinho. Prazer dado á dois no lindo gozar. Enchendo a beleza do nosso entregar. Prefiro ser calmo e as vezes selvagem. No amor tudo é bom quando se tem confiança e coragem. Momentos de sublimes carícias como testes. Em outros momentos te jogo na cama rasgando tuas vestes. Me ama de novo? Foi muito gostoso!    
                                                                        Coagulo infarto   Não há firmamento no azul de suas cores. O preto e o branco são cinza nublados. Cansado de ver os humanos apodrecerem em suas próprias ações. Servir de tirania no Oráculo dos desejos atrofiados. Zumbia calúnias nos ecos das cavernas. De novo um coagulante infarto de nostalgia. Nada se compara a relevância da sua própria visão escura. 
                                                    Prazer multiplicado por dois Cala-te, desejo. Cala-te,  beijo.  Calou-se por hora bem vinda demora. Alarido farejador de qualquer densidade. Vestir a frieza do toque, espalha sem cor a ponta dos dedos em seus hemisférios. Tremia sem pausa os lábios mordidos de amor. Da água do olhar congelado, embebi o gole da invasão repentina. Tua fala, teu som. Trepidavas frondosa sinceridade. Interpretavas a sua verdade. Depois, atiravas benditas falácias decoradas em sentimento de entrega. Nada me foi poupado, nem mesmo a cura para a tua carência. Sem direção, atirei-me de cabeça na profunda escuridão. Encontrando em seu abismo, a certeza de que amar-te me sobrevêm como causa de um prazer somado e multiplicado por dois.    
                                                                  Fato Noturno Dentro de um mesmo pôr. Desvairava-se o noturno das cabeças. Tocava o céu da fala na boca lambida de trava. Juntando cascalho de sombra garimpando o desmaio da noite. Hora, apavora o pensar calunioso que bagunça francamente, todo o turbilhão de quieto híbrido.  Rastejavas com profana língua em rajada de vento chuvoso. Descendo as escadas escuras dançando na luz que saia das ceras derretidas. Nunca mais vi o fato olhar nos meus olhos vermelhos. Tanta carta infame desertada de suas origens ao remetente. A coluna de fogo cortava as matrizes detratoras de corações. Murado que golpes do tempo perdido, me embriaguei na levada das letras da minha ousadia.    
                                                              Matando a Fome  Se ouve o choro dos olhos nos muitos lugares da terra que é nossa. Se sente o grito da fome, da fome sem nome, da fome sem voz. Banquetes de barro e sujeira que matam a fome da sua maneira. Miséria é o seu sobrenome. Fome de comer. Fome de aprender. Fome de ser amado. Fome de ser respeitado. Estudos que não alimentam, tampouco isentam o reconstruir de uma nada oportunidade de sobreviver. Desproporcional divisão de recursos de humanidade.  Entrega de uns e desprezo de outros.  Rios de "pequenos" corpos sugados por gana, grandeza, riqueza, fome e falta de atenção. Limitado sou fraco, e quanto mais fraco, mais força eu busco em detrimento do nosso futuro, plantado na quase vida mais que humilde de nossos "pequenos" sucessore...
                                                        Caminhar nada pensante Equilíbrio posterior. Permitir o ontem hoje, frenesi longo ao lado. Quero mais busca nominal trincado feliz. Maior que cair flutuando surtado juntou a poeira. Entrei da seguinte maneira untado em límpido. Linguei a corrente de água fluente em sílabas tônicas. Esburaquei toda a densidade criando inverdade e verdade robusta. Enlouqueci tentação perpendicular, gostoso jogar a surpresa do mesmo inquieto. Prendi sua inteira mente nada pensante com fato gentil. Embaralho o centro centrado em sede de boca. Passa passarela nenhuma das pernas deslocam o caminho. Postura carimba o quero de outros. 
                                                                      Saudade de ti Não posso perder a saudade de ti. Me pego sorrindo atoa sentado na proa sondando a maré  Coloco as minhas lembranças nas muitas andanças do seu cafuné Por tempos te amei com certeza na real grandeza da minha mulher Lindeza de farta beleza que faz da Condessa um ato de fé. Querida juntou puramente restante de nós Cobrias as nossas besteiras com frutos lençóis Dourava com ouro maciço o gosto preciso do desgovernar Mantendo cativo a fornalha que estava deitada em nosso amar. Não posso perder a saudade de ti.     
Queres o cuidado com a sua entrega?     Entregue primeiro a verdade de dentro. Não se pode entregar algo que não se tem. Se queres carinho e respeito pra só então se entregar, se dê o amar para depois encontrar o que tanto procuras. Não podes parar e nem desistir de amar outra vez, pois o amor que se quer no próprio peito se fez.     Evite se dar por qualquer bem estar, pois nas estreitas curvas da vida é que devemos analisar o bem que se tem dentro de um outro alguém. O amor é como a flor. Sensível, belo e vivo. Um amor feliz é a semente que se planta em terra fértil e que se regada com respeito, carinho, atenção, verdade, sinceridade, amizade, alegria, cuidado, perdão e paixão, se abre e perfuma o jardim da vida. Em sentido contrário, o amor murcha, resseca e adormece em sono profundo, isolado das dores, decepções, maldades, infidelidades, inimizades, magoas, falta de perdão e falta de respeito. Para que o amor retorne á vida é necessário que se dê...
                                                                                Nosso momento Hoje, o clima do ambiente nos ameniza a tensão Ameno interesse de chamar a atenção Seu jeito singelo e discreto de estar Me causa arrepios em todo o lugar. Com olhos marejados nervosos de olhar O corpo aquecido que queres beijar Te causa tremores de alta tensão Voltagem que faz palpitar o coração. Sentir não resume o que há na vontade Tocar é o começo de uma longa viagem Sensível cheirar tuas curvas tão puras No beijo perdido que tua boca procuras. Teus braços caídos e desfalecidos Deitados no abraço da linda paixão Gemidos baixinhos em tons coloridos Me fazem amar-te com mais gratidão.
                                                                 Exato Insano Embaralho minha síntese no rude agir Por tempos procuro o achar do fugir Me chamam de louco na arte madura Sou seiva madeira escupido em moldura. Em tal calçadão sequencio o andar Na beira da areia de frente pro Mar Bebendo da chuva que chove o molhar Da mente sucinta que quer trovejar. Tentei ocultar essa nobre virtude Vestido de um homem na real juventude Busquei encontrar mesmo em outro lugar O olhar de mistério que não quer se apagar. Rompi as fronteiras do ar refrigério Cavei na fundura do solo mais sério O vento soprou a insana destreza Me levando ao auge da linda clareza . 
                                                                          Desabafo Falarei o falar do sentir desta alma Gritarei o calar do silêncio que aflora Medito no bem que vem do além da saudade E que enche o meu peito de tanto respeito em poema e verdade. Retiro de dentro o mau que é normal Tratando as frases num vício fatal Retine o furor do calor deste amor Que implode o poeta com luz que afeta o raro valor. Jurei propositalmente cheirar a escrita eloquente Limpando nas folhas da fonte as pedras que rolam aos montes  Beijando os amores da vida na "fina" vivida que ousei viver Cantando o canto dos pássaros na ponta dos galhos do simples saber. Linhas retas, fertilidade das metas Metais mortais matando a fome da tinta da caneta no chão em branco dos pisantes ...
                                                                O Nascer da alegria Chorar sofrimento, por conta da dor Tristeza que aperta e serve de alerta Pensar na ferida que arde o pudor Calor que resseca o sangue da flor. Só resta o pedido dos olhos ao Céu Pois o rosto na fronha tem gosto de fel O Grande Senhor que o homem criou Irá ajudar quem o seu nome chamou. Problemas e dores todo mundo tem O que resta ao sofrido é ir mais além Tentar acertar cada passo que errou E recomeçar de onde parou. O Mar de amarguras não pode afogar O barco incorreto que quer naufragar A base da cura é se arrepender E aproveitar a razão de viver. Após uma noite de inúmeros prantos Se vê na manhã o nascer da alegria Levantando a cabeça e com lindos cantos Desfrutando da vida o bem que queria. ...
                                                      Menina Menina           Primeiro gesto, o olhar. Um dizer afobado de quem quer chegar As mãos ao cabelo pra então cativar O mimoso menino que se quer cortejar. Frondosa pureza vestiu inocência Secura na boca silêncio discreto Um toque nas mãos refletindo carência Um abraço apertado trazendo pra perto. Primeiro amor de quem ama primeiro Amar por amar já não é verdadeiro Se ama e se gosta de quem se quer bem Se alguém não se ama, não ama ninguém.  Preciosa amizade que fura o tempo Passado ou futuro seguindo o presente Feliz condução de um rico momento Declaro fascínio ao Amor da gente. 
Cardápio Princípios formatos, atados semblantes Confronto retido de ardores instantes Prudência amistosa procuras vetar O tal colorido do medo á gritar. Matar as silábicas no vão deste som Amor tão discreto vermelho em marrom Outono em Inverno, oxigênio interno Das palhas à grama cardápio da cama. Meu tom de Netuno, restou o funil Limpei as mazelas em vasto Brasil Tontura mistério, tortura gestual Nenhuma moldura no nosso quintal Rompi as fronteiras do meu paladar Comia de tudo até empanzinar Provei do Nordeste, do Norte e do Sul Centro-Oeste e Sudeste não faltou nenhum. Cardápio singelo matou-me a vontade De saborear toda essa verdade Senti nos sabores o sal do prazer E de todos eles encontrei você.     
                                                                  O Sopro da alma        Como se queira parafrasear  Em tons estendidos em atrofiar Ligeiramente cada função De amores amantes em fogo vulcão Profundo dizer em olhar de falante Calor aguerrido, brilhar diamante  Fortuna riqueza em branda clareza Se foi ao ventar no sopro do ar Estingue proeza em sã natureza Ao foco fatal da extinta beleza Parar de bater o bom coração De tanto amor em poema ou canção. Por vezes cai na profunda fundura da minha sensibilidade Obstrui privacidade e derramei inteira felicidade Hoje mau moço reclina o pescoço em sábia leitura Centrado na grande mudança da vida futura Tentado a historiar sua fé em sua arte No corpo mais perto ou por toda a parte. Meramente um martírio concreto Martír...
O Príncipe do submundo   Eram tempos difíceis. Por todos os lados se via pessoas de épocas distintas.   Não era uma lenda, era uma realidade bem distante de tudo o que eu acreditava ser vivo. O lugar me lembrava as ruas da Lapa na sua antiguidade. Ouvia-se sons de explosões misturados a músicas de diferentes ritmos.  Perdido na minha loucura visual, adentrei em um bar de esquina e lá encontrei alguns conhecidos, todos representantes da minha atual realidade. Sentados a mesa eles pediram salames, cerveja, refrigerante e amendoins.   Concentrado e um tanto disperso daquela ilusão, eu tentava identificar o que havia de errado por trás daquele encontro e de todo o resto. Eu tinha certeza de que todas as pessoas habitantes do bairro e daquele bar não eram pessoas vivas e sim, seres que já se foram. O que eu não entendia era o por que de sermos os únicos seres reais e o por que de estarmos ali reunidos.   Percebendo que havia algo de errado tentei alertar o...
O Cão    Em uma noite de um dia qualquer, eu caminhava pelas ruas de um determinado bairro. Eram ruas com poucas casas e casas de muros bem altos. Notava-se que por detrás das nuvens escuras e do forte vento frio, sairia uma Lua cheia.    Avistei uma casa grande ainda em obra, com vários cômodos e decidi pedir abrigo. Toquei a campainha por três vezes até que um senhor (O dono da casa), me atendeu em sua porta perguntando: - O que desejas meu caro jovem? E observando a Lua que se mostrava aos poucos, respondi: - Boa noite senhor! Me chamo Marcio! Sou um andarilho, venho de muito longe e não tenho onde ficar! O senhor poderia me ceder um lugar para passar esta noite?    O dono da casa logo apressou-se em dizer: - Meu caro jovem, não costumo abrigar desconhecidos em meu precioso lar, mas como observei verdade em seu pedido, vou abriga-lo em meu quarto de hospedes! Entre antes que você congele!    Aliviado, adentrei na residencia deste...
A Fronteira Mais um dia. Muita coisa mudou desde a última guerra.    Gosto do ar puro e da vista deste lugar, mas nada consegue ofuscar as sangrentas lembranças e todas as mortes causadas por mim.  Esta cabana. Esta montanha. Todas estas árvores e animais me servem de terapia. É a unica maneira de quebrar as recordações daquela mansão e das perseguições que me fizeram ser algo que eu jamais imaginava ser.     Até hoje, junto os cacos deixados pelos caminhos por onde passei. Toda vez que me olho no espelho d'água, sigo os sintomas das cicatrizes expressas na minha face obscura, estilhaçadas por garras inimigas. A cada piscar de olhos um flash de puro terror.   Sinto falta da paz que me falta a milênios. Uma imortalidade insatisfatória contrária ao que muitos pensam. Meu reinado foi extinto quando afogado em culpa e remorso decidi fugir das lutas por território e me empenhei na luta pela sobrevivência da minha monstruosidade.   V...