Fato Noturno
Dentro de um mesmo pôr. Desvairava-se o noturno das cabeças.
Tocava o céu da fala na boca lambida de trava. Juntando cascalho de sombra garimpando o desmaio da noite.
Hora, apavora o pensar calunioso que bagunça francamente, todo o turbilhão de quieto híbrido. 
Rastejavas com profana língua em rajada de vento chuvoso. Descendo as escadas escuras dançando na luz que saia das ceras derretidas.
Nunca mais vi o fato olhar nos meus olhos vermelhos. Tanta carta infame desertada de suas origens ao remetente.
A coluna de fogo cortava as matrizes detratoras de corações.
Murado que golpes do tempo perdido, me embriaguei na levada das letras da minha ousadia.    

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