Prazer multiplicado por dois
Cala-te, desejo. Cala-te, beijo.
Calou-se por hora bem vinda demora. Alarido farejador de qualquer densidade.
Vestir a frieza do toque, espalha sem cor a ponta dos dedos em seus hemisférios.
Tremia sem pausa os lábios mordidos de amor. Da água do olhar congelado, embebi o gole da invasão repentina.
Tua fala, teu som. Trepidavas frondosa sinceridade. Interpretavas a sua verdade.
Depois, atiravas benditas falácias decoradas em sentimento de entrega.
Nada me foi poupado, nem mesmo a cura para a tua carência.
Sem direção, atirei-me de cabeça na profunda escuridão. Encontrando em seu abismo, a certeza de que amar-te me sobrevêm como causa de um prazer somado e multiplicado por dois.
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