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Mostrando postagens de 2018
Derretida neve do meu coração. Formou-se um manancial de profunda emoção. Depressão foi levada. De mim arrancada uma leviana mágoa. Tristeza escorrida nas lágrimas a gotejar os mares mais distantes. Pesquei Traíras, mas mergulhei junto aos corais com pequenos e coloridos peixes. Solitário e cansado energizei-me nas quedas brutas e doces de uma cachoeira.  Deixei que a água caísse sobre mim sem pressa de ser feliz. Vi afogarem-se os sádicos dos neurônios.  Uma pele renovada formou-se e a alegria choveu sobre mim.  
De um néctar, um futuro. Terremoto a evadir-se das profundezas do eco. Migalhas e grãos de grandes suspiros nas vestes solares. Tal brilho encantava a invasão de um grande esplendor. Pelas colunas da Catedral uma criança sonhava. Seus anjos de línguas celestes confabulavam melodia da Alma. Do chão da raiz do Planeta vida, broto de fruto amor acabara de nascer.
Mãos nos pés. Um giro de volta ao Mundo com a cabeça vazante. Dedos escorridos envoltos em primazia. Desordem sentimental nos arcos da aproximação. Confusa conduta de apaixonados remédios. Marco da tragédia anunciada aos ventos vazios. Pureza de fuga a poluir-se com vendavais de orgulho.   
Nestes cachos perfumados de encaracolados brilhos. Me faço e me acabo de tanta alegria. Batom gostoso de comer, sabor de boca. As palavras dançavam nos lábios dos teus beijos. Bochecha rosada encabulada de se dar. Amante pijama de cama saudável. Abraça-me forte com nuvens e raios.
Uma onda gigante atravessou o Mar e invadiu a minha emoção. Abraçou as montanhas e deslizou por sobre a floresta fechada. Estagnou-me de um medo sombrio e manso. Abri os braços da fé e respirei bem fundo com os olhos fechados. Amei com força maior cada milésimo de segundo daquele momento. Não sabia ao certo se tinha vivido intensamente tudo o que vivi. Inseguro perguntei-me se havia amado como um louco. Confrontei-me a cerca de ter perdoado ou pedido perdão. Indaguei-me se fui um bom filho, um bom Marido ou um bom Pai. Nada daquilo importava mais. Senti o frio congelante se aproximar com a onda violenta. Quando abri os olhos, vi o Sol que estava lá fora. Lindo, brando e convidativo. Levantei-me e indo de encontro á ele, agradeci pelo novo dia. Foi assustador, mas entendi que acabava de receber uma nova oportunidade de responder á todas as perguntas que fiz a mim mesmo.
Herdei profundas memórias. Meu canto, meu Sol de Inverno. Falácia de boca dura. Cílios que piscam retratos. Cantil rachado de peito abatido. Mancha de bebida envelhecida na mesa. Sorrisos chorosos a sussurrar uma prece. Nem a morte selou a dor de ir.  
Neste novo dia uma fonte emergiu. Meu crânio expandia, sonhava e debatia. Uma fenda espiritual se abriu revelando seus maiores segredos. Já não sei mais o que é real ou imaginário. Ando distante a percorrer um novo propósito.
No encanto de sua magia surgiu a minha alegria. Vagava perdida a magnífica esperança. Atalhos da inconsciência a trouxeram de volta. Sonhos nublados deram meia volta. Meu corpo a levitar pelos campos da paz. Sua canção angelical soprava os pássaros a revoar. Caminhavam as árvores pelo bem que me faz. Adentrou-me um frescor e Eucalipto resfriou o paladar da minha poesia.
Te encontrei no meu Mundo. Ressurgia naquele momento uma vontade louca de viver outra vez. Quantos Verões iluminaram a Primavera do nosso amor. Entre idas e vindas tornei-me maduro e compreensível. Sensíveis e mais doces foram as minhas ações. Adorei-a como uma deusa. Mais floridos foram os meus dias ao teu lado.
De volta ao Lar. Ausentei-me para um descanso de Alma. Separei corpo da Alma e a Alma do espírito.  Atingi profundidade na reciclagem do amor. Refleti sob os reflexos do que enxergava a minha Lua Nova. Ela encheu-se dos meus Apocalípticos fardos de emoção. Ah, meu coração! Como inflama de Paixão. Eu me amo de verdade. Amo a minha Arte.
As cortinas se abriram. Um novo olhar, uma nova sombra. Era expressiva a interiorização da melancolia. Atuavas como se fosse o eco das cavernas do peito. Dava a cara a tapa para os olhares atentos do público. Vidrados, hipnotizados e envoltos pela Obra apresentada. Generosamente dividindo sentimentos e verdades. Da vida para os palcos, uma hegemonia artística divinizada.
Atravessei o Espaço. Andei pelo Núcleo da Terra espalhando as Lavas da compreensão. Fundi metal maciço forjando Ouriço na mão do destino. Pus meus joelhos no chão e pedi sua mão pra selar o amor. Em seu dedo aliança brilhante que jamais findaria. Com suas constelações criou implosões de juras paixões. Casamos no alto da Lua de alma profunda gerando emoções.
Fruta madura do pé da Moça. Moça singela com Jabuticaba em face janela. Raiz de donzela ao licor de Jenipapo. Papo de Galo com peito estufado gritando a manhã. Pitanga fresca, suco de Acerola. Pães quentes esfumaçando a cozinha. Crianças correndo atrás da bola. Tão sujas de lama e falando gracinha. 
Caros leitores. Acabo de postar o texto de número 500. E é com muita satisfação que venho agradecer a cada um de vocês que tornam este sonho possível. Cada texto postado é um pedaço de mim. Uma experiência de vida, um sonho, um pensamento... Sinto-me muito feliz e motivado para continuar. Conto com o carinho e com a disponibilidade de todos para que eu continue dividindo estes sonhos com vocês. Venham sonhar um pouco mais!!! Este é O CONFRONTO DOS SONHOS. Que Deus os abençoe sempre. Muito Obrigado!
Cascalhos desordenados. Grãos de areia negra, praia deserta. Cada passo uma imagem a definir. Corrias de encontro a mim. Nas geleiras a derreter seus blocos de mentes vazias. Fazias mímicas para a maré que subia em sua coluna. Um som vertebral a colidir-se nos navios mercantes da história. Quinhentos anos nos próximos dois segundos. Gestante de um nobre amor dando á luz para o mundo. Mundo de um colorido sem cor. Onde muitos vem e vão para lugar algum.
Beba comigo o espumante que a língua d`água nos serve ao lamber as pedras. Em vidro cristal uma taça de amor. Transparência a reluzir o castanho dos teus olhos. Uma cera quente a perfumar suas vestes de alma. Nos parques dos sonhos um beijo risonho. Rolar no gramado dos beijos ao luar da sinfonia das estrelas. Vivamos despertos nossas maravilhas antes adormecidas. Lucidez que exalta-nos os raios iluminados da pureza de quem ama. Apaixonados pelos túneis do tempo da infância. Primavera do peito a florescer o sentir que corre nas veias. Estação de pura magia aveludada em carícia de rosto. Pra sempre te amarei. 
Nascido das cinzas. Fênix da ressurgente varanda do amanhecer. Sol pescado com vara de esperança. Coragem a flor da juventude. Sábias reflexões a estrelar a noite de uma nova estória. Águia incendiária a mergulhar profundo no sonho realizado.
Arcos de semelhança. Aliança destituída de seu pacto moral. Ferida de punhal nas costas. Tanto que amei e confiei. Agora adormeço em meu próprio sangue traído. Não sei o que dizer. A palavra amizade vale muito pra mim. Atente-se para as víboras camufladas nas folhas secas.  Seus venenos destroem sua alma.
Norte europeu. Amante da fé ou Ateu. Em dias de largas chuvas a sapatear as calçadas das poças. Intolerante a embriagar-se pelas costuras vis de suas versões. Renegado cambaleante aos montantes de trapos lançados fora. Lambido por cão de rua a receber o carinho do próprio desprezo. Chorando a saudade de casa, residência falida. Olhado de cima pelos porcos amaldiçoados por suas próprias palavras. Arrependimento assassinou seu orgulho. Remorso sangrou sua virilidade. E hoje, contrito em amarguras, entrega-se á morte do seu velho passado nascendo para uma nova vida.
Senhora da Flora. Senhora da Fauna. Senhora dos Vales intocáveis. Mãe da inocência da vida que gera vida. Fonte de purificação e regeneração. Renovação de espiritualidade e vigor. Alimento do corpo da terra. Força Mãe que luta pela sobrevivência de seus filhos. Suas lágrimas são contínuas e sua ira é inevitável. Tudo o que essa Mãe deseja é que convivamos em plena harmonia. Sejamos pacificadores e defensores do nosso próprio respiro. Salve a Mãe Natureza. 
Leão de asas a sobrevoar o caos deste plano. Uma Era de um novo mundo compilado nas premissas do Armagedom. Mundo sobre mundo invadindo a Terra. Seres sobrenaturais cavalgando seus mistérios com cedros e agalopes. Uma bola gigante subia do solo com sua face anuviada de cinzas e brasas. Uma onda solar soprava sua fúria sobre os homens e suas criaturas. Riquezas apodrecidas debaixo de seus escombros. Estalou um som apavorante e em frações de segundos a luz dizimou a existência.
Digo o que grito. Falo o grito que digo pensando. Penso em gritos o que digo chorando. Raiva da mordaça que cala meu grito que cala minha fala. Se grito é porque preciso. Se grito é porque eu posso. Ouçam-me os céus e as montanhas. Ouçam-me os céus, o Universo e o inferno. Meu grito é da alma que fala. Grito porque grito nos Alpes da expansão. Rugir desbravadamente quebrando as correntes. Grito o que digo para dentro de mim. De dentro para fora uma âncora sobre bigorna no Mar. Deixe-me gritar.
Quebranto sutil. Mórfico endereço dos malabares que penso. Película subcutânea de um leve adocicar. Joelhos marcados pintados de fé. Poucos segundos á milênios da sede de poetizar o verbo. Humano robótico da ascensão das palavras.   
Onde vais permissiva redenção? Desfilante por ecos da conversão. Uni colateral a abrilhantar o eclipse lunar. Curiosa a descobrir as brechas secretas do jardim do adeus. Infante a multicolorir os lençóis azulados do teto do espaço. Acordos desfeitos. Perfeitos defeitos. Milagre de vidro, sentinela martela a psique como algoz. Alagoso e retraído viver, traga-me mais um por vir. Ajude-me a seguir. Ajude-me a sorrir. 
Saliva de ribeiros nas encostas da minha vértebra. A escoar indícios de piscar os olhos do destino. Casa de veraneio de verde rasteiro, sandália de pés nus.  Cordas com notas melódicas a violar o meu violão. Ao oxigênio da prole a levitar os sentidos de ser. Singelos mosaicos abaulados nos embrulhos de pardo papel. Uma força macia que drena o dia para os pulmões do meu bom descanso. Sussurro sucinto dialeto de fruto raro. Caramelizando a síntese do mais despido dos meus amores. O amor próprio.
Meus lamentos, minha dores. Depressão diluída em dias vazios. Pensamentos que não compreendo. Atitudes que não domino. Fatos que não me fazem mais. Cemitério sem cor, morte nublada. Fantasmas da alma a vagar nas encruzilhadas do pesadelo. Morto estou para a vida que não vivo.    
Beije a minha boca. Solte sua língua para que eu a deguste com maestria. Vou passear minhas mãos em sua pele e acariciar seus cabelos. Cheirando e deslizando meus lábios nos seu pescoço arrepiarei os seus pelos.  Enxugarei os seus poros exalantes com o meu rosto pré aquecido.  Vou arrancar do seu corpo essa insana vontade de se dar por completo. Vou dizer palavras mágicas para que possas mostrar-me os seus mistérios mais profundos. Te amar com vontade máxima será um privilégio. Te encantar e ouvi-la cantar seus prazeres enlouquecidos. Grita que me ama, sua... Goze sem medo na minha euforia. Amo te fazer mulher. 
Do alto da Torre paisagem manchada. Escurecido anuviar com chuviscos espessos.  Milagrosa rajada de purificação nos sinos a badalar. Meditação a intuir vanglórias. Somatização de apego nas bençãos de criatura. Amado serei na intimidade do Universo.
Do outro lado da ponte o Mar que avança. O Mar invade a Cidade. Ele quer de volta o que lhe foi tirado. Meu carro á 130Km/h, viajante do tempo prestes a perfurar a ira das águas. Janelas abertas, vento a rasgar, som no último volume. Olhos fechados, marcados por fé. O carro voou em câmera lenta colidindo contra o Mar.
A luzir em seus paradoxos o esplendor de uma mulher. Ser de indescritível luz a clarear meus desejos mais profundos e profanos. Obra de inestimável riqueza a engrandecer o salão dos meus pensamentos. Fada dos sonhos. Maga das magias. Feiticeira das conjuras. De uma forma inabitada a expandir raízes de novelo. Navio sombrio a navegar nos mistérios do meu convés de pudor. Deusa dos prazeres fulminantes, conflitantes a esmiuçar-me.   
Joana Dark cumprimentou Margarida. Violeta dosou ambiente sorrindo para Samambaia. Dama da Noite exalou sua marca encantando a Girassol. Rosa disse amar loucamente o Beija-flor. Colibri enciumado deu rasante na água corrente. Um Copo de Leite observou tanta agitação. Domingo todos se amaram em boas companhias. As rateiras, as mais altas e também as aquáticas.
Clareou o alto. Nas montanhas não se viu o colorido do Rei. Nem no Mar se viu os seus raios iluminados. Clima ofuscado. Umidade relativa do estar. Mesmo com o clima frio os pássaros cantam. Edredom e café quente, boa combinação. 
Chegou triste e temerosa. Passou por mim sem me olhar nos olhos. Disse-me um boa noite em voz baixa. Dirigiu-se ao banheiro para o seu banho. Ao sair do banheiro foi para a cozinha e preparou um café. Retornou para o quarto, beijou-me forçadamente. Foi para a sala, ligou a televisão e tomou seu café. Eu de pé a observá-la. Adormeceu sentada no sofá. Peguei-a em meus braços e levei-a para a nossa cama. No dia seguinte pela manhã, acordei-a com beijos, flores e café da manhã.  Ela posicionou-se, degustou, lançou-me um sorriso falido e manteve os olhos baixos. Inquieto deixei que terminasse seu dejejum e recolhi a bandeja. Quando voltei ela mais que apressadamente deitou-se a cobrir o rosto. Então eu a chamei e iniciei um diálogo dizendo que a amava. Falei sobre todos os meus sentimentos por ela e o quanto ela fazia-me feliz. Relembrei momentos maravilhosos que vivenciamos juntos e que nos fizeram nos apaixonar. Após dizer tudo que tinha pra dizer, eu ...
Um Anjo ou demônio? Um Céu ou inferno? Um Amor ou um ódio? A Paz ou a guerra? Cabe a cada um saber o peso da própria resposta. Tantas perguntas cheias de vazio. A vida no seu ar de simplicidade nos ensina que viver é fácil. Façamos ser fácil também nossos dias. Eles são tão curtos. Se existimos é por alguma razão. Então ame-se. Ame seus queridos filhos. Valorize seus Pais sejam biológicos ou não, independente do modo como foram criados. Seja mediador da paz e do amor entre os demais. Amigos, colegas e até desconhecidos. Ame sua esposa(o) ou companheira(o) se tem uma(um). Não precisamos negociar ou vender nossos valores sentimentais. A solidão nem sempre é um martírio. Aprenda a tornar leve seus desafios. É melhor estar só do que acompanhado por alguém que não se importe verdadeiramente. Valorize-se, não troque sua felicidade por uma prisão íntima.  Respire, voe, sonhe, batalhe por seus ideais. Pare por um instante, esqueça tudo ao seu redor e ...
Peregrino pelas idas e vindas das belas canções. Deixo sereno o ouvir de singelo ceder para que arrebatados sejam os meus traumas. Sinto fome e sede, mas todo alimento é pouco quando alimentado sou com a paz. Sobrevivente das tristezas que chamam de amor. Sou aprendiz das matrizes exorbitantes que modificam a razão. Em busca de novos sabores doei minhas razões para obter sossego. Lancei fora o orgulho e apossei-me da humildade que trouxe-me asas para voar pela liberdade. Sou digno por misericórdia, mas sou grato por ser honesto ao que sinto. Vivamos em torno da paz de dentro.
Como o primeiro beijo. Como a inocência do olhar apaixonado. Como o abraço apertado, amigo e sincero. Como palavras trêmulas que são extraídas da alma. Como sentir algo implosivo e que não se consegue explicar. Algo que aperta o coração, congela a barriga e que nos faz ter medo de expressar. Como querer estar perto e anular toda a dor do outro. Como desejar puramente unificar-se de corpo e alma. Como ter vontade de dizer o que realmente sente e ser acolhido. Como ser fiel, justo, amigo e amável.  Como almejar dias de muito amor e muitos sorrisos. Como cuidar de toda dor e das indesejáveis doenças do corpo e da alma. Como ter momentos sublimes de muito gozo na cama do amor. Aprender e aprender todos os dias a lhe dar com possíveis crises com muita sabedoria. Nunca agredir de maneira verbal ou física quem merece somente a paz e o respeito. Como construir uma família linda com base na natureza. Como ter fé que poderemos sim conquistar dias melhores. ...
Como orlas da indecisão, secretos valores indigestos. Um rasgo no peito a desabrochar as flores mais exóticas da inocência. Pureza aprofundada na essência perfumada de um corpo espiritual. Crenças agredidas por fatores realistas. O sentido da vida resume-se no prazer de estar vivo.
Castelo em losango e suas colmeias coloniais. Frutos da analogia remanescente do espírito. Loucuras sabatinadas em romance erótico. Sangramento da válvula carimbada de inspiração. Intelecto lapidado nas manias de seus hectares.  Ogiva colateral do mundo cerebral a girar em torno do próprio eixo. Fundura de possessão maçônica por habitat constrangido e suas riquezas. Candeia que chama em chama viva.     
Quanta brisa ao redor. Tormento de alma que arranha com unhas de nostalgia.  Outras flores, outros gregos. Gosto de terra na boca com ânsia fantasma. Perdi meus pais e sinto saudades. De onde virá o abraço de que tanto preciso? Uma fraca força banida pelo destino. Lenda dita com frases de amianto. Um mundo cruel e cercado de paz invertida.
Nas entranhas das respostas uma pergunta morta. Uma morte vagarosa que deita-se confortavelmente num corpo frio. Cristais de gelo formam-se ao redor dos lábios silenciados e alvejam os cílios dos olhos fechados. Já não há mais esperança em um peito amassado de culpa. Falta o ar para mais uma chance. Distancia-se das mãos a alma calorosa que um dia afagou os porquês.  Tantas paranoias agrupadas em um quarto de velharias. Minhas telas falam.  As tintas movem-se em colorações homogêneas contrastando minhas explosões doentias. Aqui jaz, uma arte imortal em fortes rajadas de fôlego palpável.  
Pelas oliveiras á Noroeste procuro você. Procuro-me nas vans recaídas da sua profundidade. Procuro verdade. Calos calados sufocados por amar o inamável. Recanto alfabético em decrescente metragem de uma bibliografia programada em sentir o que não se sente. Borbulhosa fobia enfileirada nos retrocessos pesados de sonhar. Cabe a ti denegrir argilosamente a propagação da insegurança que te privas de ser verdadeiramente feliz. Procuro-te na fundura das arrebentações exuberantes deste infindável olhar. Enigmático frenesi que faz das cores uma abrupta ilusão de óptica sentimental. Procurei por onde andei uma noite estrelada para amar a mim mesmo. Procurei até encontrar uma dor que não se calou até que eu em fim morresse de tão só. Quis fugir do pavor e do medo de amar outra vez. Abri mão da sorte de tentar uma nova investida em vê-la vestida de entrega. Abracei a friagem dos vales procurando encontrar não sei o que. Me perdi. Perdido indaguei a presença da supre...
Desce a celestialidade cravejada de pulso. Infla e desinfla compulsivamente em busca de mais fôlego. Suas raízes esverdeadas, necessitadas de vida, causava pele. Uma pele de leite suscetível ao pecado. Delicada de forma a petrificar marejo de abrilhantados olhos. Adorei suas vertentes nas camas quentes da paixão. Era quente como ebulição. Ebulia vulcão e vulcanizávamos orquestra de gozo astral. Sua alma era minha, o meu corpo era seu. O nosso prazer transcendente e não oculto, expelia estrelas mágicas. Atravessamos o universo do multiverso, abrindo uma enorme cratera na estratosfera do sentimento. Encorajada a amar-me, luta para que não seja engolida pela grandeza da felicidade. Entregue-se. Venha para os meus braços. São fortes e quentes.     
Veja o meu estado. Não sou mais tão jovem. Estou ficando para trás. Ninguém me deseja. Ninguém me quer. Sequer me olham. Minhas articulações doem. Tenho sintomas que jamais tive. Ando esquecido das coisas. Tratam-me como se eu não fosse útil. Meus filhos não querem mais me ver. Deixaram-me a esmo. Veja no que me tornei. Velho e inválido. Cercado por outros velhos, não vejo mais a luz do dia. Meu rosto enrugado, mas não por lágrimas. Já não as tenho mais.  Estou enrugado pela idade e pela decepção. O que fizeram com o amor? Criei meus filhos com tanto amor. Dei-lhes de comer quando alimento não havia. Por infinitas noites chorei de fome enquanto eles dormiam saciados. Tiveram bons estudos e uma boa educação familiar. E hoje, crescidos, casados e bem sucedidos. Deixaram-me neste fim de mundo, somente com uma trouxa de roupa. Lar para idosos é assim que chamam. Apesar da dura decepção eu peço á Deus que os abençoe. E peço também que...
Não posso forçar pensamento. Deixar submergir o que sente é o caminho. Superfície de pouca fé. Embora o oxigênio da alma se faça em Piano. Engano buscar alegria no muito. O pouco pode ser muito no simples. Letras e frases solitárias como seu escritor. Perguntas ligeiras colocam-me contra a parede de uma falsa verdade. De olhar triste e lábios ressecados, apenas um gole de amor. Não te embriagueis com a depressão do desassossego. Essa voz sussurrante que arranha tuas reflexões. Sente-se nesse sentimento macio e relaxe.  Permita-se ser levado para qualquer lugar que não seja você mesmo. Desbrave consciente o inconsciente desses seus mundos varridos. Queira sorrir involuntariamente.   
Tão celestiais. Essa presença branda e poderosa. Eles não tem forma definida. São alvos e envoltos por nuvens brancas. Não vejo asas, mas certamente estão flutuantes diante de mim. Surgiram do nada. Silenciosos não me permitem pensar ou dizer uma só palavra. Iluminados demais para os meus olhos carnais. Não sou digno de testemunhar tal experiência. Sou facilmente transportado pelo ar. Não consigo me mover. Choro sem sessar, mesmo sem dor e sem vontade. Eles entendem minha perplexidade e sorriem. Me mostram lugares inexistentes neste Planeta. Lugares tão belos e virgens. Jamais poderia ser povoado por seres impuros como eu. Tento falar, mas não consigo. Quero respostas, mas todas elas estão diante de mim. Repentinamente sou encoberto por muitas nuvens e nada mais consigo enxergar. Me bate um pavor e um frio congelante transita em minha barriga. Então sou transportado para outro paraíso. Uma paz absoluta completa o meu interior. Uma grande exp...
Senti o meu corpo levitar. Deixei que o rio me arrastasse. Fui conduzido serenamente pelas correntezas da paz. Contemplei flores e frutos. Pelas margens cervos e árvores. Não precisava pensar em nada. Sentir já era o bastante. Soltei o peso do meu corpo cansado e descansei. Sinceramente, encontrei o equilíbrio da mente.   
Sendo eu um profundo engano Sucumbiria o avante Moveria o atenuante Mesmo eterno no marco profano. Poria palavras vertentes ao desgostoso triunfo. Decairia de um bárbaro angelical Lançaria incendiárias promessas nas raízes do não. Palco de genialidade. Salvo progresso do gofo provérbio de um sábio ancião.
Deste cálice beberei. Tua valsa, tua causa. Teu olhar tão perdido Um hálito gostoso de cheiro florido. Dormias como a noite em suas estrelas sonhava. Ditavas poesias enquanto me amava. Sim, desde cálice beberei.  Tão certo como pulsa a minha vida.
Quando te vejo amanhece o dia. Amanhece o meu corpo Amanhece tudo em mim. Nada mais me alegra se não a tua chegada. Carvalhos movem-se. Eclode ao mesmo que implode o susto de um amor gritado. Meus vasos maciços de tão sanguíneos jorram adrenalina. Venha de vez para o dormitório da minha paixão. Ensolarada doçura, tu és graça menina.
Pulsação de emoção vivaz. Conto o encontro que esvai-se por lágrimas lentas e doloridas. Feridas inflamadas e aguerridas. Na fome e na sede a primazia da sobrevivência dos filhos da alma. Pancadas na estrutura fragilizada As pernas se dobram com violência no áspero chão de cama forrada. Não se deite o pensar do morrer de se amar. Ainda que adormeças na morte, a solitária paz.
Convicto vislumbrado presságio. Arqueado e salientado perjúrio. Causa e efeito de dor sangrada. Jarro de planta esbarra no compasso. Convite em perfume de assombroso magnetismo. Mancha de batom na gola da incoerência. Proporção minúscula de uma tentativa frustrada de reatar laços com nó. Acaba por terminar uma tristeza alimentada por falta de amor.
Contemplando exatidão. Perfuro incrédulo vandalismo neural. Batismo de corpo lúcido. Frequência retilínea de impactos corrosivos. Glóbulos ressurretos de infantes avarias. Torrentes precursoras de renovação. Caindo debaixo para cima numa ação ininterrupta de tornar vivaz a existência.   
Escalada da esperança. Mortais ou imortais não tem importância. Não sabemos se hoje será o último dia. Quem sabe o último respiro. Quem sabe o último beijo. Talvez a última refeição. Que tal sorrir e agradecer. Ouça uma bela canção. Dance consigo mesmo. Ame enquanto pode.
Deixe que os meus poemas repousem em seus ouvidos. Minha voz cantará calor e paixão até que os teus olhos se fechem. Não relute. Sem querer permitirá a minha invasão de privacidade. Na verdade terá em seus braços o sol do prazer. Irá se entregar como quem desfalece de tanta harmonia. Verá sua pele mais rejuvenescida. Terá uma experiência jamais vivida. Valorizada como única. Preservada como última. Permita-se ser amada por mim, o seu herói Poeta.
Folhas nas calhas. Telhado de vidro. Goteiras de amor enobrecem um bom livro. Frases escorrem pelos dedos dos olhos. A calma cobriu os meus sonhos nas noites mais longas. Revirou-se as estrelas para o sol que sorria. Espanto e gozo falaram verdade e nova emoção o meu peito invadia. Sintomas de paz calçaram o meu equilíbrio. E agora não mais chorarei nostalgia.
Rocha madeira. Fonte de um Universo inspirativo. Lenço a deitar-se no vácuo do ar. Flutuantes rabiscos a desenhar-se contratura. Meteoro emotivo viajante do sentimento espacial. Brisa rasteira que paira no silêncio do pensamento.
De queixo caído brindou comigo. Ontem eu era um, hoje eu sou Eu. Deixei no caminho a mochila dos fracassos. Decidi ser o vasto azul deste infinito Céu unificado com a grandeza do Mar. Tornei-me alguém melhor. Um alguém mais feliz. Sem grilhões na alma, sem alto condenação. Escrevo uma nova trajetória com poesia vivida. Não se atemorize, sua chance se foi. Vá em busca da sua felicidade, pois a minha eu já encontrei.
Sejam levados todos os sentidos. De fora a fora corações partidos. Manancial desvirginado ecoou. Sombra de nuvens pesadas passou. Na velha rede que balançava as lembranças. Ensolarado jardim trouxe á tona as muitas andanças. Caramelo ao sorvete e um sorriso se fez. Sobre a mesa da história uma longa trilha sonora. Neste exato instante, era uma vez. Um homem sozinho sem dia e sem hora.
Por você eu vou me amar. Por nós eu vou me entregar. Darei mais valor aos pequenos momentos. Abrir mão de qualquer orgulho será uma prioridade. Fazê-la feliz será a realização de um lindo sonho. Atentarei para suas necessidades. Que minhas ações despertem a sua confiança. Quero um amor desprendido de insegurança e dores passadas. Quero que seja minha mulher.
Me concede a honra de uma dança? Tomando sua mão a levo até o centro do baile. Meu corpo leve e descontraído conduz o teu para uma longa viagem. Deslizamos com classe pelo salão. As pernas em perfeita sintonia conversavam com o molejo do corpo. Horas rosto colado, horas olhos nos olhos. Tudo ao redor parecia transformar-se em qualquer outra coisa ou lugar. Entramos em transe numa transa completamente infinita. Rodopiamos em giros mágicos. A canção introduzida na alma sorria no corpo. Por fim, após três giros deitei-a nos meus braços. Olhando bem fundo nos teus olhos, beijei-a, e a viagem tornou-se ainda mais bela. Foi tudo tão maravilhoso. Me concede a honra de mais uma dança?  
Paira no oxigênio da vida o primeiro contato com o fato. Meu quarto tão farto de si. Pensamentos se chocam machucando uns aos outros. Avante o querer de algo á mais. As mãos firmes seguram para não cair. O peso da culpa é maior. Solte as mãos sem medo, pois o perdão amortecerá sua queda.