Chegou triste e temerosa.
Passou por mim sem me olhar nos olhos.
Disse-me um boa noite em voz baixa.
Dirigiu-se ao banheiro para o seu banho.
Ao sair do banheiro foi para a cozinha e preparou um café.
Retornou para o quarto, beijou-me forçadamente.
Foi para a sala, ligou a televisão e tomou seu café.
Eu de pé a observá-la.
Adormeceu sentada no sofá. Peguei-a em meus braços e levei-a para a nossa cama.
No dia seguinte pela manhã, acordei-a com beijos, flores e café da manhã.
Ela posicionou-se, degustou, lançou-me um sorriso falido e manteve os olhos baixos.
Inquieto deixei que terminasse seu dejejum e recolhi a bandeja.
Quando voltei ela mais que apressadamente deitou-se a cobrir o rosto.
Então eu a chamei e iniciei um diálogo dizendo que a amava.
Falei sobre todos os meus sentimentos por ela e o quanto ela fazia-me feliz.
Relembrei momentos maravilhosos que vivenciamos juntos e que nos fizeram nos apaixonar.
Após dizer tudo que tinha pra dizer, eu então a indaguei a dizer algo.
Totalmente perdida e sem nenhum controle de suas palavras, ela disse me amar.
Eu pus minha mão em seu queixo direcionando o seu rosto para o meu e pedi que olhasse profundamente em meus olhos.
Pedi em nome do ela havia acabado de dizer que fosse inteiramente sincera com ela mesma e que dissesse-me a causa de sua angústia.
Ela então sob muitas lágrimas, disse-me estar apaixonada por um outro homem.
Disse-me que não entendia o porque, mas que algo dentro dela havia esfriado.
Revelou-me que na noite anterior havia tido um caso com outro homem.
Chegou a dizer que eu poderia agredi-la da forma que eu bem entendesse. Porque merecia.
Eu muito machucado usei de sabedoria para não piorar a situação.
Eu a abracei bem forte e disse para que ela não se culpasse pelo que fez.
Assumi toda a responsabilidade como esposo e reconheci ter errado em algum ponto.
Apesar de ter em mente que fiz o melhor que pude.
Tínhamos amor carinhoso e amor caloroso.
Eramos bem sucedidos na cama e na vida.
Sempre a tratei como única.
Eu precisava ser firme.
Perguntei-a se essa era a decisão final. Partir com outro.
E ela disse-me que sim.
Eu então a perdoei pelo ato cometido e disse que poderia ir em paz e que fosse muito feliz.
Ela se foi.
Chorei noites de muito sofrimento, mas precisava seguir adiante e começar de novo.
O tempo passou e hoje recuperado, entendo que a vida nos ensina de muitas formas.
Hoje sou feliz como estou e nunca mais tive notícias dela. Melhor assim.
Isso mostra que nascemos para ser felizes com nós mesmos.
A felicidade independe de um outro alguém.
Na hora e no tempo certo a vida se encarregará de surpreende-lo.
Pense nisto.
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