Nas entranhas das respostas uma pergunta morta.
Uma morte vagarosa que deita-se confortavelmente num corpo frio.
Cristais de gelo formam-se ao redor dos lábios silenciados e alvejam os cílios dos olhos fechados.
Já não há mais esperança em um peito amassado de culpa.
Falta o ar para mais uma chance.
Distancia-se das mãos a alma calorosa que um dia afagou os porquês.
Tantas paranoias agrupadas em um quarto de velharias.
Minhas telas falam.
As tintas movem-se em colorações homogêneas contrastando minhas explosões doentias.
Aqui jaz, uma arte imortal em fortes rajadas de fôlego palpável.
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