Pelas oliveiras á Noroeste procuro você.
Procuro-me nas vans recaídas da sua profundidade.
Procuro verdade.
Calos calados sufocados por amar o inamável.
Recanto alfabético em decrescente metragem de uma bibliografia programada em sentir o que não se sente.
Borbulhosa fobia enfileirada nos retrocessos pesados de sonhar.
Cabe a ti denegrir argilosamente a propagação da insegurança que te privas de ser verdadeiramente feliz.
Procuro-te na fundura das arrebentações exuberantes deste infindável olhar.
Enigmático frenesi que faz das cores uma abrupta ilusão de óptica sentimental.
Procurei por onde andei uma noite estrelada para amar a mim mesmo.
Procurei até encontrar uma dor que não se calou até que eu em fim morresse de tão só.
Quis fugir do pavor e do medo de amar outra vez.
Abri mão da sorte de tentar uma nova investida em vê-la vestida de entrega.
Abracei a friagem dos vales procurando encontrar não sei o que.
Me perdi.
Perdido indaguei a presença da supremacia da luz que me causa vida.
Fui tão longe que não pude voltar aos abraços do meu próprio consolo.
Por onde andas esse amor escorregadio?

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