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Mostrando postagens de janeiro, 2016
Melhor que fazer companhia ao silêncio é ouvir sua voz. Aquela mesma voz que sorri quando diz que me ama. A ausência do som dos teus passos na nossa casa, me causa tristeza. Não quero ser triste e nem me orgulho por apegar-me as lembranças, mas me lanço de encontro ao vento para alcançar a paz que tu tens. Comporto-me com euforia quando trafego nos nossos momentos mais íntimos. Se vais ou se vens, não é o fim. Sempre serei seu amor mais sólido e pretendo morrer assim.  
Eu estava amarrado. Nu e amarrado. Adormecido em sono profundo e desmembrado por pensamentos vazios. Tudo o que se ouvia era cantos sussurrados por monges encapuçados. Adentravam por uma passagem em uma caverna. Faziam um círculo a minha volta. Eu me perguntava: - O que estou fazendo aqui? Voltando ao sentido, percebi minha nudez e amarras. Tentei argumentos, mas a boca não falava. Minha cama era de pedra circular, nela havia uma pentagrama com símbolos e velas. Seria um sacrifício humano? Não sei! Não me lembro o final desta história.  
Não sou mais tão visitado agora. Talvez eu já tenha esquecido como é visitar o outro lado. Só me lembro da manhã de Domingo daquele ano, em que eu iria visitar os meus irmãos. O Sol era brando, aconchegante e tinha um brilho sedutor. Neste tempo eu era verde. Hoje sou podre. Invoco-me com jogatinas espirituais. A submissão me roubou longos anos de ser o que de fato sou. Ser fraco e mortal é uma honra. No entanto, acumulo um enorme Poder que a qualquer momento implodirá, me causando estrago. Ando numa contagem altamente regressiva, mas sinto não estar pronto ainda. Falta-me algo. Algo que me complete. Estou cansado deste jogo. Não quero ser mais um botão de mesa.
Me conta a sua dor. Me chora com seu desespero. Atire toda sua raiva em mim e desabafe por favor. Não guarde em oculto o medo do desconhecido. Deixe-me enfrenta-lo ao seu lado. A mesma angústia que te esfaqueia é a mesma que me tortura. Não apenas pense em deitar-se em meu colo, mas usufrua-o como queira. Mulher digna de uma boa amizade. Não haverá sombra que te cubra, se não, o acalanto do meu abraço e verdade. 
Me basta sobreviver. Indômita sedução converteu-me a tua valorosa autenticidade. Mesma consumação de ruídos. Embora sejas o arquétipo da soberania. Suas pálpebras adormeciam e despertavam em sequências nada convencionais.  Do arco das sobras, debrucei no embaçado dos teus lacrimejados olhos. Fracionei cognitivamente os mistérios do seu silêncio. Inconsolavelmente te apertei nas nuvens do meu abraço pesado de chuva. Agucei a ressonância eloquente da tua vitalidade amorosa e me embriaguei nas partituras de cada sorriso teu. Ardentemente, provoquei uma culpa nada culpável ao percorrer meu olfato na carona deste perfume selvagem, pelo teu braço, passando pelo ombro e chegando ao pescoço.  Cheiroso pescoço. Apossei-me de cada querido instante para que não se dissipasse a alegria de estar contigo. Tu vieste sedenta por domínio, mas acabara presa á tentação da ambição por amar de verdade.    
Não posso me esconder do que vejo la fora Vejo gente indigente definhando toda hora Crianças inocentes perdendo seu valor Um batalhão de seres implorando por amor. O Amor já está extinto para a grande maioria  Mas no Planeta Terra existe amor na minoria Não importa a gravidade, não importa o momento A força é união e a minoria é o movimento. Os grandes Mafiosos se fartam de ganância Se entopem de excremento e envenenam a circunstância Os nossos pequeninos, sem infância e sem sorte Moram na Cracolândia esperando a pena de morte. Nós somos o País e no País somos a voz "Se Deus é por nós, quem será contra nós"? Minha vida é um dilema, meu dilema é a poesia Só peço a Deus, que traga paz por mais um dia. Problemas todos tem, só muda o endereço O segredo é ter fé e evitar mais um tropeço Não posso reclamar, pois eu tenho saúde Tenho a caixa pensante, os membros e a atitude. Rimando eu fui além, cabia um pouco mais Mas vou parar p...
Eu sou um guerreiro e com fé fujo da teia Não posso ficar preso em noite de Lua cheia A Lua me alimenta e a sua força me transborda Eu vivo um dilema equilibrando-me na corda. Me ouço no além no mais completo infinito Quando subo as montanhas me esvazio dando um grito Um Sábio confabulou-me boas novas com certeza Me disse que a vida, sempre vem da natureza. O espelho só reflete o que tens na sua frente Mas refletir o que vem da alma é um efeito mais potente Subornar a sua honra é burlar sua conduta É o mesmo que almejar a esperança sem a luta. Eu vivo no vazio e do vazio me fiz Rei Me amando vou tentando me amar mais do que sei Simplicidade veio mansa, humildade nem se fala Fico tão gratificado pelo orgulho que se cala. 
Toca de rastejante. Camuflado por imigrante. Tocas na troca de corpo mortal. Uma atitude imortal. Sem hora partida, partilha o agora na Cidade superior. Vestindo a lenda em ondas com púrpura como tom. Sacrificando o orifício da alma em resgate ao espírito perdido.
Tudo o que preciso está aqui. Este vazio que se estende na expansão do meu nada. Centrado na execução do refrigério que presenteia minha insolência com estalos vitais. Passeio pelas vantagens da capciosidade alheia. Pago tributos aos ignorantes inocentes.  Resmungo blasfêmias enquanto convivo com predadores e aberrações. Se vago pela vaga suntuosidade maliciosa, é porque me exaspero em querer um maltrato de justiça.    
                                            A DOR Ela tenta menosprezar a minha força. Tenta minar a minha energia. É uma dor que dá dor. Dor de sentir o ferir do desassossego. Dor que causa culpa que causa pensar que causa reflexão. Nenhuma dor é em vão. Dor aguda que dá coragem. Dor que faz doer a realidade de quem é ou não uma boa amizade. Dor que me faz mais Homem. Dor que me torna Humano. Dor que me torna gente. Sentir a dor é um aprendizado. Descobrir a causa é algo complicado. A dor traz a Fé que me põe de pé. Fé, faz saber que o Poder faz você poder amar a verdade.  Assim percebemos quem está ao nosso lado. Assim amamos ainda mais os que conosco estão. Na dor nos tornamos mais fracos para o orgulho e ficamos mais fortalecidos para o reconhecimento. Obrigado Dor por me ensinar a ser mortal, mas já está na hora de partir. 
Fábulas e madeixas reluzentes. Me encoste mais forte em seus seios de sorte. Exceda-me com hálito fresco de paixão enfurecida. Apavora-me pelos becos dos seus conhecimentos e defina o crime que te torna réu do amor. Afaga os partos delineados a libido, conturbados e vorazes no âmbito do amatório. Gargalhadas incontroláveis se fazem desfecho desta linda sensação que é estar com você.  
                                                                                                  COLAPSO   Nesta hora delega-me a substância de alguma fobia. Respira-me o abrigo do inverno censurado. Minha truculência meditativamente saboreou o verão das Pradarias. Sentou-se ao meu lado no balanço da Praça, cobiçou o desprezo e arrebatou-me o estado de espírito. Devaneios repartidos e miraculosamente alardados, perdidos nos dentes brancos de largos sorrisos. Bateu na porta da consciência uma outra verdade que corroí e desnuda o amor de morrer por amar.   
                                                                                    A Leitura Indaguei os estilhaços expostos nas folhas sem alma. Conforme o querer da mente, saciei no olfato o bom paladar que o odor das palavras exalavam aos meus olhos. Embaralhadas por dentro, causavam tédio ao entendimento deste que se sufoca de tanto dizer contido. O espaço abrigou tantos Astros, tantos mistérios. Certamente poderei abrigar toda essa enormidade de expressões, soltas e flutuantes no meu interior.  Após uma jornada incrível de estabelecimento dos exatos fatos a serem compostos e transferidos ás folhas sem alma, descansei o afoito desejo de compartilhar e expandir este sensato sentimento meu. A folha sem alma numa atração inigualável, arrancou de todos os pontos v...