A Leitura
Indaguei os estilhaços expostos nas folhas sem alma. Conforme o querer da mente, saciei no olfato o bom paladar que o odor das palavras exalavam aos meus olhos.
Embaralhadas por dentro, causavam tédio ao entendimento deste que se sufoca de tanto dizer contido.
O espaço abrigou tantos Astros, tantos mistérios. Certamente poderei abrigar toda essa enormidade de expressões, soltas e flutuantes no meu interior.
Após uma jornada incrível de estabelecimento dos exatos fatos a serem compostos e transferidos ás folhas sem alma, descansei o afoito desejo de compartilhar e expandir este sensato sentimento meu.
A folha sem alma numa atração inigualável, arrancou de todos os pontos vitais do meu eu, as inúmeras correntezas de Rio Selvagem, como palavras de vans enxurradas e as lançou nas folhas dando vida aos espaços vazios.
Meus olhos se fartaram com cada palavra formada pelos sentimentos. A leitura foi a chave para a ressurreição do instinto poético desta obra que se faz como homem e revela-se como Leitura na sua própria existência.
Comentários
Postar um comentário