Pendura-me no apoio da loucura.
De tão louco fui traído de aventura.
Balanço de lábios, mordedura de língua.
Cabeça rebate no concreto chapiscado.
Seguro e inseguro do que profere minha silábica.
Tortura de afoitos olhos sangrentos de ódio medieval.
Me ouço nos cantos do quarto. Sinto o eco de um Eu que não sinto.
Procuro encontrar o que nunca foi descoberto.
Agora me resta a imagem fantasiosa da minha louca loucura.
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