Um beijo no rosto, e talvez um abraço.
Um abraço apertado por um tempo indeterminado.
Cabeça ao ombro, respiros profundos.
Os olhos se fecham aliviados.
As mãos acariciam e apertam as costas repetidamente pedindo um pouco mais de tempo.
As narinas entorpecidas inalam o delicioso perfume misturado ao puro ar.
Os minutos disparam assim como as batidas do coração apertado.
Tudo perfeito.
Tudo maravilhoso.
Entregue ao êxtase proporcionado por tal ato, torna-se efervescente o corpo inflamado por compaixão.
Afasta-se o corpo um do outro, enquanto as mãos seguram firmes os braços.
Os olhos se beijam carinhosamente.
É possível ler a compreensão descrita pelas pálpebras.
Um sorriso indiscreto embebido em lágrimas desabafadas.
Um momento criterioso que vaga repentinamente no imaginário de um cão solitário.
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