Fala comigo a voz do ninguém
Se a voz me ignora eu digo amém
Relembro provérbios entoo canções
E mesmo do além eu calculo as frações.

Vagueio sucinto nas duras pegadas
Um lobo faminto querendo uivar
Eu lanço o que sinto nas muitas pauladas
E amo as verdades que vem me lavar.

O pingo da noite desperta a morte
Um tanto suicida esse mesmo pensar
Venero o amante que causa a sorte
O braço da morte enfraquece o forte.

Desperto assustado de um pesadelo
Lavando o rosto me vem o alívio
E quanto ao homem não quero mais vê-lo
Retorno ao presente embrulhado em novelo. 

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