Na Época
Em um trem antigo e muito luxuoso, chamado vulgarmente de Maria Fumaça, encontrei o passado perdido.
Ali observei cada detalhe do seu interior. Assentos revestidos com couros, acolchoados aveludados e madeiras de primeira.
Lustres a base de lamparinas, cortinas de tecidos sedosos e carpetes macios e decorados por todos os vagões. 
O perfume floral delicioso misturado ao cheiro de charuto me chamou muito a atenção. Um casal conversava e demonstravam muita elegância em seus estilos e comportamentos. Ele além de ter uma ótima aparência física, tinha porte e postura. Estava vestido com um terno bem alinhado, usava um chapéu a caráter e possuía muitas jóias em seus dedos, além de pitar o charuto. Mas o que mais me chamou a atenção foi o relógio com correntinha prateada que o fazia tirar e pôr em seu bolso a cada dez minutos.
Em sua companhia estava uma mulher com características correspondentes a uma Dama rica. O perfume o qual ela usava, fazia contraste com a beleza divinal do seu físico e comportamento. A sua delicadeza expunha suas outras qualidades. Refinada eram as suas palavras. Ela também possuía muito Ouro e pedras preciosas em seus dedos, pulsos, pescoço e orelhas. A Dama de olhar frio e gestos calculados tinha como pingente do seu colar, o rosto de uma caveira.
Sua indumentária definia-se com um vestido de cor vermelha com detalhes em preto, e com sua saia rodada suspendida por algum objeto, pois assim eram as roupas das mulheres desta época. Usava luvas que tomavam todo o braço e meia calça nas pernas delicadas.
Ele com toda sua cordialidade, erguia o copo contendo licor de Ameixa, enquanto ela em sua resposta fazia o mesmo, e assim, fizeram um brinde ao som do apito do trem.  

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