A Visão do contato
Turbulenta visão. Anuviou de cinzas o embaçado dos nervos destes olhos.
Profundamente absorvido pela garganta das sombras, afundei nesta movediça lama negra lentamente.
Ao redor de mim, mesas e gavetas estendiam-se pelos corredores do medo. Cruzes, fotografias em preto e branco, pó de carnes sem vida e seres bizarros, lavados em um Mar de fogo eterno debaixo dos meus pés flutuantes.
Era a força da fraqueza da alma. Sondado por Ele baixei a cabeça, pois os meus olhos não suportaram ver tanta estranha vibração nos seus gestos.
Ele não dizia nada, apenas me observava com ar de pleno contentamento.
Ele teve a oportunidade de me desfazer, mas não o fez.
Somos os mesmos poderes, sofremos com a mesma expressão. Assim nada por nada ousou me ferir.
Flutuei em retorno a realidade, sentindo na pele os efeitos de ser diferente.
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