Ritmo de azedo em limoeiro. Aroma de Garça que corta a maresia da cristalina piscina natural de águas quentes.
Verde escuro em marrom secreto. Galho em folha, amor e afeto. Alcatéia da Morte, segredo de um Sol amarelo que pinta de bronze o seu povoado.
Caninos em lebres, fornalha de vida ardente. 
Um Alpha guerreiro que assombra os seus oponentes com olhos acesos em noite sinistra de Lua bruta. Suas fêmeas uivam sua Glória com ecos refletidos no cinza de seus pêlos avermelhados de sangue fúria que entornava das feridas dos fracos Lobos atordoados de miséria repentina.
Alcatéia. Uma família, uma casa.

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De um sono profundo, querer de sonolência. 
Desespero retrogrado, demente acerto de contas com a força do corpo mortal que se arrasta para salvar uma vida única.
Feitiço estilhaçado em conduta de podridão. Alaridos macabros sondavam os segredos mais secretos que um homem animal pode ter em sua ressurreição expansiva. Não há não, que não negue sua forma negativa de amar e odiar a paixão pela vida em sonos que mais parecem sonhos e sonhos que mais parecem pesadelos em abstratos reais.

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Dá-me o que tens, destemida rosa cheirosa.
Sonda-me, silenciosa abstinência de véu dourado.
Tonta de fartura em favo derramado e melindroso, pedias contato de fato.
Carta farta, marca e aparta a indulgencia da penumbra inconformada.
Titubeavas sonolentas conformidades. Abrigavas o amatório em refeitório contraditório.
Saturada de apertos levianos no peito de suas batidas, costuravas a boca da voz sentimento e devastavas o instante da paz deste singelo carinho.

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Falas sem ouvir. Ouve sem pedir.
Dizes o falar de pensar como está o saber.
Sabes o amar onde o ar quer estar.
Reproduzias em transpiração ofegante, a costumeira rajada de traços de satisfação.
Hoje sequer anuviou nos céus dos seus mares, pois os pares dos ares da sua consciência uniram-se em favor da nossa plantação.

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Deixo de ir para o vir de um lugar onde nada se tem.
Calo por hora o silêncio que outrora faltou em alguém..
Arranhaduras no céu da boca do Universo, uma força que não adianta.
É como a pauta da falta do nó nesta imensa garganta. 
Indefensável decisão de acomodar a emoção obscura na côrte que não tem cura. É pura a obra deste Negro mistério.

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Abraça-me com o calor que se Abraça um adeus.
Lança-te na fundura dos remendos da alma nativa. Brote do broto na bruta gruta caída e antiga.
Reparta o amor como queiras na dor. Sossegue a gula que pula de tanto que bate por dentro da parte que explode em seu peito.

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Desculpe-me.
Absorva-me da condenação de amargar tua dor.
Atirei palavras impensadas no alvo da tua sensibilidade. Desarmei a tua força cuspindo o que não devia.
Já não posso mais retirar o que foi posto em desgosto do oposto que tu és. Agora, calei-me de arrependimento e deparei-me com o amor que vive por ti.

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Hoje, tal soma de mato.
Mata de mito que imita o castigo em gerar abundância.
Tal toque que enforque a corda que aperta o futuro presente.
Projeto de tombo a tropeço, barbante sem preço, desconto sadio.
Miséria riqueza de farta avareza que abate o rapaz de caráter capaz.

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Antes mordias o teu pêssego, agora devoras a tua carne.
Sabido gosto dos poros, mulher amadurecida em seu Outono.
Domingo bem cedo, bem perto do medo de amar loucamente, levantas esperta, bocejo de alerta, caminhas ao leito dos braços meus na busca pelos frutos fatais.

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Violei o violão. 
Cantarolei uma nova canção.
Amei o amor. Calei o silêncio.
Entornei o tornado na paixão do apaixonado.
Engano o pleonasmo enquanto pasmo com tanta cadência versada em decência.
Partilho estilo de zona fraterna.
Falando a fala da frase eterna.

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O Escorpião feriu-se outra vez, matou a vontade da fidelidade de envenenar o amor que o fez.
Sentou-se na pedra defronte a areia, a agulha inquieta em calor que chateia.
Furou-se de ódio por não encontrar, alguém que o queira pra sempre amar. A aranha barganha amizade e carinho, mas o coitado do Escorpião acabou-se em morte sozinho.

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Adentro na paz desses lindos sorrisos.
Me sinto seguro enquanto seguro no colo os amores da minha vida.
Aperto com beijos e palavras de amor os presentes mais lindos que Deus preparou.
Pedaços de mim, desabrocham diante da observância dos dias que atravessam os meus olhos.
Grato e bobo de enorme alegria, entrego meu tudo por amor aos meus filhos.
Amores do Papai, Eu os amo.

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Estalo exato, ferindo no ato.
Cérebro gestual, frontal em vigor.
Neurônios a beira da queda que enfarta o porão da memória.
Restante de restos limpos de marcas profundas, espanavam com as mãos curiosas o pó do abafado fechado das velharias curtidas no tempo.


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Cansado da morte que mata.
Da morte que vive e ataca.
Morrendo de medo do morto que morde a vida.
Quem mata está morto, quem morre mata de saudade o peito do amor.
Mataram a vida na morte que morre ferida de dor e sem sorte de atentar ao conserto em vida viva para não morrer em morte "matada" ou morte "morrida".
Morro de vida, matando a morte que morre vivendo correndo de um lado para o outro causando lamento.

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Originalmente cabe a vós a voz de dentro que representa a vossa originalidade.
Ser o que tens não é mais do que ser o que é.
De dentro para fora a verdade.
De fora para dentro somente a metade. Entre ser ou não ser, seja o ser que não fere o que és.

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Torturado pelas dificuldades, um homem se contorce em seus embrulhos dramáticos e acaba por se desprender da serenidade e da paz interior.
Contagiando assim, os filhos, a família e os verdadeiros amigos.
Nesta hora a tortura aumenta ocasionando uma perdição aguda.
Este pobre ser, seja vítima ou réu em suas conseqüências, terá que encontrar em seus amados a força que precisa para sobreviver a este caos.

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