Enquanto ela tricotava o novelo, minhas pernas corriam para o distante.
Ela idosa, com coque, aparentava ter uns noventa anos de idade.
Vestido antigo e envelhecido, unhas grandes, olhar concentrado no novelo em mãos, sentada em uma cadeira de balanço.
Ela sussurrava algo enquanto tricotava. Toda vez que eu aparecia diante dela, algo ruim acontecia.
Sempre havia uma perseguição, mortes, dores, gritos e medo.
Toda vez em que escapava desses perigos eu acabava no mesmo quarto diante dela, e ela sempre muito concentrada em seu tricô e seus sussurros.
Passei por isso durante alguns minutos e perece que fiquei preso nesta horrenda situação por horas, pois ela se repetia sempre.

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