Eis que surge infame esse mal odor de meus pensamentos.
Abre como corte sem cura minha alma obscura.
Aprisionado nesse meu poço sem luz.
Me vejo caindo centenas de vezes de uma altura que não acaba.
Dentes trincados e olhos fechados.
Por séculos a viajar pelos mundos de ninguém.
Vivendo vidas que não são minhas.
Em algum momento perdi o calor e o perfume.
Deixei escapar a doçura da minha essência.
Minha estrela ficou perdida em algum lugar nesse Espaço tão vasto.
São tantas dimensões.
São tantas Galáxias.
Vivo a flutuar infinitamente pelo Sistema da existência.
Apesar da imortalidade o cansaço me abate.

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