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Desérticas areias da consciência. Cenário modificado pelos espasmos cortantes da insolência. Inconformado reprimi a protuberância da calamidade. Testemunhei a introdução da lâmina cortante no meu orgulho. A crença da aceitação curvou-me perante a nostalgia.  Revirei-me de um lado para outro, e assim outras vezes. Agredi o ar com socos vazios, na vã tentativa de ser apartado pela atmosfera. Sonhei tantas vezes que não os queria. Nada me foi atendido conforme o desejo, conforme o pedido. Repulsa mostrou-se diante da vaga ironia dos tais inocentes. 
Exato. Vieste como louca no banho da noite. Lançou-se despida na minha entorpecida vontade de ama-la. Deixou-me ainda mais voraz, ao agachar-se olhando-me por entre suas pernas esticadas.  Segurei-a como se segura o bem mais precioso. Encaixei os meus olhos nos teus. Te trouxe pra bem mais perto de um jeito incisivo.  Homogenizei nossa respiração ofegante, e conduzi todo o teu corpo até os meus beijos quentes. Findou-se as palavras e até os pensamentos calaram-se, para ouvirem o grito de libertação desse teu lindo prazer.     
Não falo de beijos! Falo de degustar os teus lábios com muita vontade! Apesar de acordar todos os dias respirando você, os pulmões da minha alma se esbaldam e desejam ensandecidos, por muito mais de você. Aquela dança sem som, lenta, aguarrada e aconchegante! Aqueles cochilos em dias de chuva no anseio do meu colo que você adora! Uma atração envaidecida, mas dependente do sabor em chamas do seu ser.  A sedução mais pura e mais desejável.  Um prazer que arrebenta os paradigmas do politicamente correto. Entrega, confiança, respeito, carinho, amor e uma paixão desgovernada. Vou adentrar em seu corpo e fervilhar os seus poros! Quero que saibas, que és amada e apreciada pela minha fome de satisfazer-te!  
                                                                        Neste momento. O relento da noite me abraça como um calafrio. Mesmo consciente da realidade que se fazia presente, não quis lutar contra essa força perseguidora de sempre.  Avistava-me em outros lugares. Frações e mais frações de segundos e mais segundos, novas formas e novos mapas. Já sou bem experiente com esse tipo de situação. Barbas por fazer, cabelos pra aparar. Uma forma física descansada em suas permissividades encorajadas. O espelho refletia a sombra do seu próprio reflexo. Intensidades por polegadas autodestrutivas, implodiam-me com as lembranças e imagens contraditórias de um foco desconhecido. Esta mesma sombra ofuscadora de brilhos íntimos, enfureceu-me ao confundir as consequências dos passos da vida. Outra...
Renda-se ao perdão. Renegue o orgulho malfeitor. Seja humilde o quanto puder. Trate as pessoas como quer ser tratado. Ignore a raiva, a vingança e o rancor. Eles são traiçoeiros. Troque antipatia por simpatia e empatia. Escolha mais as verdades e não se orgulhe com as mentiras. Nunca diga nunca á alguém que realmente precise da sua ajuda. Não deixe que lembranças ruins criem raízes no seu coração. Se alguém falhou com você, releve, pois todos temos o direito de tentar corrigir os nossos erros. Não tenha medo e nem vergonha de amar. Se amas, então declare, pois não sabemos quando será nossa última oportunidade. Sentiu o afeto aflorar, abrace, pois um abraço sincero pode mudar uma vida. Seja sábio! A maior maldição de um homem é não ter uma nova oportunidade.
Realeza. Conduta impecável. Pecado mortal. Gostoso desfrute de um ato fatal. Propaga-se o incêndio da imaginação. Seguro de apoio. Sem tanta pressão. Tangente de gente capaz. Um corpo vestido de paz.
Contraturas explícitas. Detalhes imperceptíveis são cuidadosamente observados. Comumente intrínseco a valorosa resplandecência da sua naturalidade. Essa beleza rara e extinta que grita de dentro para fora. Seus absolutos castigos, impulsionados por uma emoção inflamada de mansidão. Os ares contemplam as cores do novo dia. O oxigênio devora a minha respiração. Seu peito saltita nas batidas aceleradas do seu frenesi.