EM UM SIMPLES TOQUE
Em um simples toque...
...abertamente desenrolei o tapete vermelho na calçada das imaginações.
Represento o aperto no peito, a secura dos lábios e o lacrimejar dos olhos cansados, porém alegres.
As montanhas ao longe da estrada, causam ternura aos meus instintos naturais. Com uma das mãos, tato a ponta dos teus dedos com os meus. Com a outra, mergulho pela sua nuca e vejo seus cabelos cascatarem por entre meus dedos de rocha.
O vento veloz e mal humorado, massageia o rosto do meu espírito nessa viagem. A cerejeira deu frutos e os frutos alimentaram os nossos amores misturados com a sombra dos galhos e muita lama. Não eramos suínos e sim jovens acelerados em expressar sentimentos que além de fortes eram desconhecidos. A sua respiração sussurra o meu nome. Seu olhar me diz que me ama e eu nada digo através dos dizeres confabulantes, e sim, através da escrita nas folhas e nas expressivas e delicadas canções.
Tua carne treme com cada beijo que dou. O coração é bandido discípulo. Segue sua vida. Segue sua vontade.
Mesmo adentrado psicologicamente em suas crendices sentimentais, fatigo meus meios absolutos de romantizar e poetizo sem parar o insolúvel estado de se entregar. Eu distraio sua normalidade. Excito sua animalidade. Confundo seus pensamentos. Toco no seu intocável. Hipnotizo seus medos. Liberto seus prisioneiros e ainda tenho tempo para convencer sua curiosidade a conhecer minha verdade e fingir que não sabe, só para permanecer alegre.
Em um simples toque...
...eu sou real, porém abstrato.
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