TRANSIÇÃO DAS CARNES
A visão se abre e vou sentindo a força do vento superior agredir o meu corpo. Em minha frente o chão se abre assustadoramente. Acima de mim somente o negro céu que acabara de se tornar infinito. Um oásis afunilando o meu êxtase subestimado.
Pra minha tranquilidade, sua presença nas minhas lembranças me mantém seguro nesse prazer inculpável. Uma carne saborosa, pura e perfumada, vestia a serenidade e a sensualidade de uma alma feminina. Uma curvatura arquitetônica, inflama os meus olhos brilhantes de tão impressionados. Um interesse obsessivo na realidade que tu és. Morangos fatiados, folhas de hortelã, espumas de chantili, pedras de gelo, sorvetes, perfumes suaves, flores e pétalas, espumantes e variações de finos licores de cores. A transição das carnes. O encontro onde todos os órgãos se tatam. A solidão é como se chama o inicio do contexto, mas do meio para o fim do texto é o que simplesmente as minhas imaginações proporcionam à minha realidade afundada na insana estagnação.
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