Sou como sou.
Vou como vou.
Sinto porque sinto.
Sem malas e bagagens.
Apenas lembranças e sentimentos carrego comigo.
Não há uma só pessoa que toque-me profundamente.
Faz muitos anos que não perco o fôlego e fico com as pernas bambas.
Minhas mãos não tremem mais e a gagueira nunca mais voltou.
Não lembro mais como é sentir o coração explodir a ponto de querer tirar os seus pés do chão.
Os olhos brilhavam como faróis, a pele suava e subia um calafrio gostoso.
Respiração ofegava, o desejo falava e até dava uma vontade repentina de chorar.
Por onde andam esses sentimentos?
Não os procuro mais, pois receio ficar exposto para que zombem da minha verdade.
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