DELÍRIO CONFESSO

Um retrato em preto e branco.

Um passado inesquecível.
Um farol abandonado.
Um retorno desprezível.
Tocante leitura dos riscos labiais.
Contratura muscular mandibular.
Um toque sutil e severo na perdição dos desejos. 
Uma vocação aguda na real fatalidade do acaso sedutor.
Uma ardência indiscreta.
Um fogo abrangente e animador.
Em uma ruptura nas ondas românticas das minhas viagens, pude compreender o amor que se mistura com a forca da alegria.
O ardor. O odor. A dor.
Confraternização de fluidos aromatizados com vingança de prazer e fúria.
O repouso dos orgasmos puros e intensos no berço do amor.
Aquela voz grossa e trovejante que estremece seus alicerces e te conduz a um desmoronamento descontrolado de muita realização. 
No calabouço da incerteza, paira a certeza da superação em tons de calmaria.
Nos cálculos absolutos, a subtração da mentira, a divisão dos carinhos e a soma da verdade levam há multiplicação do amor e do eterno caminho da felicidade.

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