Fumaça da boca.
Saxofone suave.
Pensamentos percorrem por ruas de uma casa fechada.
Vento gelado balança cortinas.
Chaleira assovia chamando.
Chá de melancolia na xícara de porcelana.
Adoçante perigo amarga ainda mais a angústia da sala.
Desviro o chinelo de dedo.
Deito-me no sofá e sonego os impostos da esperança.
Ficarei aqui por mais horas.
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