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Amor que alimenta a paixão. Você nasceu para mim. Eu nasci para você. Nunca antes na história da humanidade houve amor como o nosso. Tua graça me inspira vida. Valeu a pena esperar. Amo-te como nunca antes amei outra mulher. Estou de corpo, alma e coração aberto. Adentre-me e faça jus ao que sentes por mim. Vou ama-la incondicionalmente. Ainda que não haja mais respiração em meu corpo lúcido.
Frente ao inverso. Propago nebulosidade do finito sentir. Deslizo pelos segredos do além. Persigo varandas arrebatadoras de sonhos. Converso com Deus e busco respostas invisíveis. O cair me fez generoso de entendimento. Não preciso enxergar com os olhos humanos o que sinto na alma. Sou jovem e belo. Ei de conquistar alegremente cada dádiva a mim concebida. Sou homem, porém, espírito.
Tantas mentiras. Por onde andas o calor do teu coração? Como fora varrido tão depressa no ventar congelante a esfriar o sentimento. Batias sem dó no carinho que semeei em nosso amor. Causou-me tristeza e lamento seu tom agressivo. Por dias não ouço mais a sua serenidade. Não ti deitas mais ao lado do meu corpo fervoroso. Sempre com um olhar a viajar pelo horizonte através das janelas. Cansastes da minha dedicação. Rispidez e feição de furor são representadas em cada diálogo quase não dito. És livre para ir se é o que queres. Só não deixe que morras o que há de mais belo em ti. A sua luz. Sou um sobrevivente. Vivo para gerar vida em quem assim desejar.   
Leve-me para outro lugar. Um lugar onde haja esperança, justiça e afeto. Um lugar onde todas as coisas resumem-se em amor e paz de espírito. Preciso encontrar este eixo reversível. Outrora a resiliência fatigou dando voz a empatia dos meus semelhantes. Ando tristonho pela caatinga. Escondo-me do sol que arde, mas ainda encontro-me abaixo do céu sem nuvens. Quero um lugar onde haja sorrisos felizes e água clara para beber. Leve-me para outro lugar. Um lugar cheio de aventuras e coisas palpáveis.  
Malabares no apogeu da síntese. Traços leves contorcidos envelopados em brancura espumosa. Oprimidos bendiziam suas preces. Cascalhos espinhos mostravam o caminho. Alabastro compunha semelhança nas cores. Um véu sombreava a tristeza da ordem gofada pelos Lírios. Lunar envaideceu-se ventilando de luz a angústia do grande Oceano. Flambado de puro gozo suspirou a alma do mar aberto. Fazendo surgir uma enorme mistura de cores e profundos mistérios.
Levito carente no ausente do tudo. Relógio do tempo que rasga o mundo. Meu ouro mareja as estrelas dos olhares das crianças. Terreno acidentado no céu da boca celeste. Simultâneo resgate do anel de Saturno em turno matinal. Ao sabor das cerejas gagueja a represa das sensações. Um átomo de convicções submissas em amatório sagrado. Monumento litoral passageiro da emoção mais íntima que se tem.
Se pensares no afluente do teu silêncio. Saberás que sucintamente adormece a tua fala. Uma fala sem voz numa fuga desesperada. Sonhando por acordar no âmago do seu próprio eu. Sapateando em um fundo falso de falso temperamento. Ejaculando paradigmas do iluminado desejo de amar novamente. Trovejando palavras invisíveis geradas em vastas decepções. Sem sentido algum, culpas o teu próprio reflexo frente ao espelho da sua história. Esvaem-se as glórias dos teus feitos. Tortura-se repetidamente a congruência da poesia que sentes. Não deixe que a sua fala se cale. Ceda lugar ao poeticamente correto da voz que canta no seu silêncio. E seja muito feliz.