"A COISA"
A data de hoje é: 11/01/2014.
Eu me vi em cima de uma casa. Nela estava Eu, uma criança e a mãe da criança. Estávamos nos três ali, em cima daquela cama de casal. Próximo a cama havia uma maquina que até agora não sei ao certo se era um veiculo, se era uma maquina do tempo ou se era simplesmente uma engenhosidade qualquer.
Não lembro de muita coisa, mas o que me lembro faz com que eu me arrepie a todo momento. Foi sinistro o que aconteceu naquele lugar.
A mulher que eu comentei anteriormente, a mãe da criança, era loira, tinha os olhos bem azuis e ficava o tempo todo sentada com as pernas cruzadas em X. A criança que descrevi era morena, tinha o sexo indefinido, seu cabelo era bem negro, liso e curto. Seus olhos eram distantes e vazios. A criança não esboçava nenhuma reação.
Não sei ao certo qual era a minha função ali, naquele lugar. Só me lembro de me ver mexendo naquela maquina estranha.
Por hora, apareceram outros personagens no lugar, mas também não sei descreve-los.
Na hora em que me vi diante da mulher e daquela criança, me senti parte delas, era como se eu fosse um Pai e Marido delas.
Mas ao fim, percebi que não era.
A criança não falava nada, simplesmente não se movia, ela tinha um olhar frio, vazio e fixado pra um mesmo lugar por horas. Aquilo estava me incomodando.
Sentei-me ao lado da criança e comecei a puxar assuntos, tentar envolve-la conosco, enquanto isso sua mãe implorava pra que eu fizesse algo para ajuda-la. Me aventurei em dizer coisas engraçadas, coisas que chamassem a atenção dela, mas foram tentativas sem sucesso. De repente, quando decidi toca-la, tive um susto devastador. Algo que me fez tremer dos pés a cabeça em fração de segundos, eu nunca, nunca havia presenciado algo tão inenarrável e indescritível como aquilo.
A criança virou-se bem lentamente para a minha direção e com aquele olhar, paralisou-me por completo. Faltou-me o ar, os movimentos do corpo, faltou-me tudo.
Os olhos daquela COISA eram únicos, porém eu tinha a certeza de que eu já os vi outras vezes.
Aquela COISA me paralisou e avançou na mãe, começou a agredi-la furiosamente sem parar. Não sei de onde tirei forças. Voltei a me movimentar e quando tirei aquela COISA de rostinho angelical de cima daquela mulher, percebi que o que estava naquela COISA não era deste mundo e era mais que isso.
Era algo de uma força obscura nunca vista antes por mim.
Aquela COISA virou-se pra mim dizendo com uma voz muito grossa:
-Você não é o meu pai!
Tire suas mãos de mim!
Sabe com quem esta lhe dando?
Você nunca conseguira me vencer seu fraco!
Naquele momento eu tinha todas as razões do mundo para desistir daquilo e fugir apavoradamente, mas não foi assim.
Alguma força estranha também me dominou e acabei segurando a cabeça daquela COISA de força aparentemente superior a minha e comecei a dizer olhando nos olhos dela:
-Você não é mais forte que eu!
Não me interessa saber quem você é!
Você pode ser filho do mau, mas eu sou filho de um Deus Poderoso!
Então, nós ficamos ali debatendo dizeres expressivos. Discutíamos nossas forças e nossos recursos. Os olhos daquela COISA ficaram azulados e acinzentados e dentro parecia um montante de fumaça negra girando em círculos. A feição da Coisa era infernal.
Com muita luta. Convenci por cansaço, q a Coisa fosse embora deixando o lugar e as pessoas em paz e assim foi feito. A COISA simplesmente desapareceu, declarando guerra a mim dizendo:
-Seja em sonhos ou seja em realidade. Vou te mostrar que você nunca deveria ter entrado no meu caminho!
Sabe de uma coisa?
A COISA tinha razão.
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