"INDÍCIOS"
O espelho que vejo quase sempre me engana. Tira de mim qualquer esperança de ser um menino outra vez. Às vezes congelo meu tempo e isso é o que me conforta quando estou em crise com o meu ser.
Gosto de congelar o tempo quando você me pede desesperadamente para eu não parar. E assim eu faço. Não paro. Não paro até que você descubra a si mesma.
Quando te vejo petrificada, olhando para o lado de fora da janela com pensamentos longínquos, balançando uma das pernas e roendo unha. Logo fico a admirá-la. Seus olhos me fotografam de cima a baixo e seus cabelos escondem-se presos por uma xuxinha preta. De repente vejo seus seios clamarem por minhas mãos e meus beijos.
-Sabe aquele seu vestido de casamento?
Quero que o vista! Quero vê-la vestida de noiva outra vez. Quero pega-la no colo e quero que me diga sim, quero também te dizer sim, não só hoje, mas pelo resto da minha vida.
Vamos ter uma nova lua de mel.
Vou pegar o carro e vou te levar comigo para qualquer lugar onde a sua beleza natural possa se sentir em casa. Com o carro furando o forte vento, com os vidros abertos, com o som alto tocando "MADRUGADAS FRIAS" canção de minha autoria, vendo você dar indícios de que não só me ama como me deseja incondicionalmente em teus braços.
Seus indícios me alertaram. Volto ao suor das suas curvas e passeio meu peito nos seus. Gosto das tuas andanças naquele ponto. Gosto de invadir a tua privacidade. Hoje, a tua privacidade me pertence.
Amo-te loucamente mulher da minha vida. Só viverei sem ti se arrancarem o meu coração, e isso porque você mora dentro dele. Logo, então, eu morreria não por dor e sim por desgosto e saudade. Seus indícios me confrontam a todo o momento. Sua fala muda quando estou nu e deixo a toalha cair, bem diante dos teus olhos.
Adoro seus indícios.
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