ABSTINÊNCIA
A mortandade se desespera por falta de vida.
O náufrago do desespero agoniza, embora sofra com falta de mais vítimas.
Ser amado é direito de todos, mas o amor é a riqueza de poucos. Inflamado grito oculto. Se exaspera na insana impureza da decência.
Impossibilidades existenciais.
Loucura de um inferno frio e renegado aos borbulhos do pavor.
Amar nem sempre é sinônimo de felicidade.
Amar também é sofrer para que perdure a felicidade do amado.
Amar é compreender as falhas cometidas, seja por ingenuidade ou por pura vontade.
Amar é perdoar, mas sempre com um toque de admoestação.
Comovido com a exatidão da sinceridade robusta e sobrecarregada de traumas inevitáveis. Querer amar sem nunca ter sido amado de verdade e com total visibilidade através das atitudes. É doloroso. Porém, o amor que tantos citam em vão, acabara de se esfriar e não há nada que eu possa fazer se não cita-los em versos e canções.
O lado vazio da cama é gelado e somente a sua presença é capaz de acendê-la.
Abster-se de algo, pode ser a saída para um novo recomeço.
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