Coagulo infarto Não há firmamento no azul de suas cores. O preto e o branco são cinza nublados. Cansado de ver os humanos apodrecerem em suas próprias ações. Servir de tirania no Oráculo dos desejos atrofiados. Zumbia calúnias nos ecos das cavernas. De novo um coagulante infarto de nostalgia. Nada se compara a relevância da sua própria visão escura.
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Prazer multiplicado por dois Cala-te, desejo. Cala-te, beijo. Calou-se por hora bem vinda demora. Alarido farejador de qualquer densidade. Vestir a frieza do toque, espalha sem cor a ponta dos dedos em seus hemisférios. Tremia sem pausa os lábios mordidos de amor. Da água do olhar congelado, embebi o gole da invasão repentina. Tua fala, teu som. Trepidavas frondosa sinceridade. Interpretavas a sua verdade. Depois, atiravas benditas falácias decoradas em sentimento de entrega. Nada me foi poupado, nem mesmo a cura para a tua carência. Sem direção, atirei-me de cabeça na profunda escuridão. Encontrando em seu abismo, a certeza de que amar-te me sobrevêm como causa de um prazer somado e multiplicado por dois.
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Fato Noturno Dentro de um mesmo pôr. Desvairava-se o noturno das cabeças. Tocava o céu da fala na boca lambida de trava. Juntando cascalho de sombra garimpando o desmaio da noite. Hora, apavora o pensar calunioso que bagunça francamente, todo o turbilhão de quieto híbrido. Rastejavas com profana língua em rajada de vento chuvoso. Descendo as escadas escuras dançando na luz que saia das ceras derretidas. Nunca mais vi o fato olhar nos meus olhos vermelhos. Tanta carta infame desertada de suas origens ao remetente. A coluna de fogo cortava as matrizes detratoras de corações. Murado que golpes do tempo perdido, me embriaguei na levada das letras da minha ousadia.
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Matando a Fome Se ouve o choro dos olhos nos muitos lugares da terra que é nossa. Se sente o grito da fome, da fome sem nome, da fome sem voz. Banquetes de barro e sujeira que matam a fome da sua maneira. Miséria é o seu sobrenome. Fome de comer. Fome de aprender. Fome de ser amado. Fome de ser respeitado. Estudos que não alimentam, tampouco isentam o reconstruir de uma nada oportunidade de sobreviver. Desproporcional divisão de recursos de humanidade. Entrega de uns e desprezo de outros. Rios de "pequenos" corpos sugados por gana, grandeza, riqueza, fome e falta de atenção. Limitado sou fraco, e quanto mais fraco, mais força eu busco em detrimento do nosso futuro, plantado na quase vida mais que humilde de nossos "pequenos" sucessore...
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Caminhar nada pensante Equilíbrio posterior. Permitir o ontem hoje, frenesi longo ao lado. Quero mais busca nominal trincado feliz. Maior que cair flutuando surtado juntou a poeira. Entrei da seguinte maneira untado em límpido. Linguei a corrente de água fluente em sílabas tônicas. Esburaquei toda a densidade criando inverdade e verdade robusta. Enlouqueci tentação perpendicular, gostoso jogar a surpresa do mesmo inquieto. Prendi sua inteira mente nada pensante com fato gentil. Embaralho o centro centrado em sede de boca. Passa passarela nenhuma das pernas deslocam o caminho. Postura carimba o quero de outros.
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Saudade de ti Não posso perder a saudade de ti. Me pego sorrindo atoa sentado na proa sondando a maré Coloco as minhas lembranças nas muitas andanças do seu cafuné Por tempos te amei com certeza na real grandeza da minha mulher Lindeza de farta beleza que faz da Condessa um ato de fé. Querida juntou puramente restante de nós Cobrias as nossas besteiras com frutos lençóis Dourava com ouro maciço o gosto preciso do desgovernar Mantendo cativo a fornalha que estava deitada em nosso amar. Não posso perder a saudade de ti.
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Queres o cuidado com a sua entrega? Entregue primeiro a verdade de dentro. Não se pode entregar algo que não se tem. Se queres carinho e respeito pra só então se entregar, se dê o amar para depois encontrar o que tanto procuras. Não podes parar e nem desistir de amar outra vez, pois o amor que se quer no próprio peito se fez. Evite se dar por qualquer bem estar, pois nas estreitas curvas da vida é que devemos analisar o bem que se tem dentro de um outro alguém. O amor é como a flor. Sensível, belo e vivo. Um amor feliz é a semente que se planta em terra fértil e que se regada com respeito, carinho, atenção, verdade, sinceridade, amizade, alegria, cuidado, perdão e paixão, se abre e perfuma o jardim da vida. Em sentido contrário, o amor murcha, resseca e adormece em sono profundo, isolado das dores, decepções, maldades, infidelidades, inimizades, magoas, falta de perdão e falta de respeito. Para que o amor retorne á vida é necessário que se dê...