Amedrontado estou com a visita do novo.
Ele convida-me a navegar nas enxurradas do meio fio.
Com tantos bueiros entupidos, resta-me deslizar nos porquês desta aventura.
As nuvens zangadas choravam e gritavam palavras de ordem.
Parado no ponto de ônibus, olhei para o meu corpo e vi uma perna cansada, e uma roupa molhada.
Foi então que decidi calar os Céus e as nuvens.
Tudo o que quero é amar loucamente alguém que me ame com a mesma intensidade.
Quero ver o sorriso no rostinho da minha filha e quero ver orgulho nos olhos da minha mãe.
Quero banir de uma vez por todas boa parte da fome na face da Terra.
Como eu gostaria de ver amor e gentileza em cada gente.
Tudo o que eu mais quero é poder me desarmar e abrir o meu coração.
Quero que todo esse sentimento que me sufoca, expanda-se sobre o Universo através de um grito libertador.
Se uma humilde tempestade de Verão foi capaz de extrair tudo isso de mim em fração de segundos, quem dirá se cair sobre mim o temporal de meras realizações.
Obrigado Universo, por proporcionar-me tal serenidade.
 

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