Folha em branco.
Branco que pinta a alma de cor semelhante.
Caligrafia celestial.
Asteroides flamejantes rasgavam o abismo escuro, iluminando toda a poesia respingada na intimidade dos sentimentos das folhas cruas.
Eram alimentados pela força gravitacional dos sonhos.
Prolongada viagem de Planeta em Planeta pegando atalho nas paralisantes lembranças da Lua.
Um profundo Rio Glacial arrastou meu coração nas correntezas cortantes.
Um fio de lâmina que gera dor no vazio gelado e que de tão profundo torna-se raso.
Por hora, o momento sussurrou nas pupilas do meu medo.
Segredos foram libertos para o amanhecer da nova verdade.
Na folha infinita, o sangue que lubrifica minha vida, se move pelas veias do mistério poético deste grande Livro sem fim. Eu.  

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