Poeira rendeu-se para o suor da chuva.
Num beijo caloroso formou-se dois corpos.
Dois corpos virgens, amamentados pela inocência do primeiro contato.
Uma pele se esfregava na outra derretendo as informes sensações.
Deste parto normal, nascia a identidade das terminações nervosas.
O caráter do que se sentia, proliferava euforia nas batidas de cada respiração ofegante.
Cada olhar musicalizava em melodia descompassada.
Surgia instantaneamente a ânsia de fugir da fobia que impregnava prazer.
Um curto circuito gritou implosão em um gozo múltiplo, expelindo do pó fundido, uma máxima de espasmos contínuos.
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