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Lança-te neste amor de uma vez. Lança-te neste abismo sem fundo outra vez. Afinal, que mal há em amar? Sofrer? Chorar? Se decepcionar? Tudo isso irás encontrar ou viver mesmo sem amar alguém. Não lute contra tal sentimento. Irá ferir dolorosamente o seu íntimo. Tens dúvidas quanto ao Ser que pretendes escolher para partilhar de uma reciprocidade sentimental? É uma ocasião complexa, e simples ao mesmo tempo. Observação é a alma. Respeito, amizade sincera, bons antecedentes familiares e sociais, solteiro(a), carinho e empatia, são algumas das características básicas e principais para se investir em um relacionamento seja ele qual for. Não entre em um relacionamento apenas com a intenção de ser feliz, mas com o objetivo de fazer o outro feliz. Se se sentires feliz ao proporcionar alegria plena ao outro, então saberás o que é o amor. Não espere da outra parte a mesma atitude, mas faça-o ter prazer em demonstrar o mesmo.  Incentívi-o, amigável e amorosamente....
Amar em solidão. Solidão que nunca me diz não. Sempre atento ás minhas petições de consolo e colo. Sustenta o silêncio que me agasalha. Abafa os gemidos da madrugada. Cercado por muitos, porém repatriado pelo sossego do "antes só". Há quem diga que não é bom. Há quem diga que não faz bem. Mas só eu sei o que esse malvado favorito tem. Aprendi a amar, e quem me ensinou, só está. Aprendiz do sozinho. Amante do amor recíproco. Amo amar um outro alguém, mas também amo amar a minha libertação. 
O medo é o transtorno. O transtorno é o medo. O tempo viaja centelhas na velocidade da luz. Lua que inunda implosão de veementes contatos. O ofuscar do azul oriundo da semântica revolucionária. Poderes desconhecidos que empobrecem as ordens nada naturais das imposições humanas. Medo por medo. Fato por sombra. Vingança mordida por perdão. A poeira mental anuviou os amparos de uma virtude. Sequer me ouviu lamentar este grito. Um grito de pavor ao ver o horror que se tornou os parasitas que imperam um Globo choroso.
É difícil dormir. O corpo ignora tal necessidade. Fortes dores no peito e falta de ar. Pensamentos tempestuosos bagunçam a tentativa de relaxamento. Imagens forasteiras vasculham meu interno em busca de domínio. Minha boca amarga a secura de um deserto insípido. Embora eu lute contra toda essa penumbra real, acabo por testemunhar uma frustrada tentativa de sobrevivência. Água fresca, frutas, boa música e observar o silêncio instalado do outro lado da janela, servem-me como boas armas, mas tudo o que sei, é que mesmo lutando isso sempre torna a se repetir. 
Um beijo no rosto, e talvez um abraço. Um abraço apertado por um tempo indeterminado. Cabeça ao ombro, respiros profundos. Os olhos se fecham aliviados. As mãos acariciam e apertam as costas repetidamente pedindo um pouco mais de tempo. As narinas entorpecidas inalam o delicioso perfume misturado ao puro ar. Os minutos disparam assim como as batidas do coração apertado. Tudo perfeito. Tudo maravilhoso. Entregue ao êxtase proporcionado por tal ato, torna-se efervescente o corpo inflamado por compaixão. Afasta-se o corpo um do outro, enquanto as mãos seguram firmes os braços. Os olhos se beijam carinhosamente. É possível ler a compreensão descrita pelas pálpebras. Um sorriso indiscreto embebido em lágrimas desabafadas. Um momento criterioso que vaga repentinamente no imaginário de um cão solitário. 
Fala comigo a voz do ninguém Se a voz me ignora eu digo amém Relembro provérbios entoo canções E mesmo do além eu calculo as frações. Vagueio sucinto nas duras pegadas Um lobo faminto querendo uivar Eu lanço o que sinto nas muitas pauladas E amo as verdades que vem me lavar. O pingo da noite desperta a morte Um tanto suicida esse mesmo pensar Venero o amante que causa a sorte O braço da morte enfraquece o forte. Desperto assustado de um pesadelo Lavando o rosto me vem o alívio E quanto ao homem não quero mais vê-lo Retorno ao presente embrulhado em novelo. 
Nesta época, justiça nem sempre era feita por Lei.  Havia um homem sem nome. Todos o temiam, pois fazia justiça com as próprias mãos, e sumia sem deixar vestígios.  Este Ser (a quem horas chamavam de assassino, horas chamavam de fantasma), aparecia repentinamente por entre neblinas e multidões, ferindo suas vítimas, fazendo-as sangrar até a morte, e findava sua sentença deixando nelas sua assinatura. Ele fazia um sinal de cruz no peito de seus condenados, utilizando um punhal altamente cortante.  Este "homem" passou a ser procurado por autoridades, e por meros cidadãos da região. Os religiosos apressavam-se em dizer que este era o próprio diabo que vinha ceifar as almas dos seus súditos.  O País entrou em colapso. O medo e o pavor fez com que as famílias se trancassem dentro de suas casas. Ruas e fronteiras tiveram o reforço de homens armados com rifles, lanças, espadas, foices, enxadas e outros objetos.  Olhos alargados se atropelavam. Forte respiração e ac...