A CRISE
Me reviro em meu leito de angústia. Confronto os meus pensamentos e ignoro todo conhecimento que obtive até aqui. Tenho absoluta certeza de que posso não ser quem todos pensam que sou. Posso surpreender muita gente, tudo me afeta, tudo me incomoda. De algum modo sei onde vou parar e também sei onde será o meu fim. Refleti em todos os sonhos e pesadelos que tive e cheguei a uma única conclusão. Vou atingir o auge da escuridão e vou alcançar o brilho intenso.
Me revoltei contra mim mesmo, contra o sistema, contra a covardia e contra a fraqueza. Odeio a covardia e a fraqueza. Não sou muito notado por muitos e sei que sou muito notado por poucos.
- Mas que droga! Será que ninguém consegue ver o que vejo?
Vivo a vida, vendo, ouvindo e sentindo coisas estranhas, coisas diferentes, coisas que não são comuns. Verdadeiramente cansei de bancar o idiota, não quero mais fazer papel de bonzinho quando não sou. Não quero fazer papel de mau quando não sou. Quero ser eu mesmo de agora em diante, se não consigo ser uma coisa nem outra, então tentarei me esvaziar dos dois e me manter neutro. Fui esquartejado pelos meus erros e tive a minha alma e o meu coração dilacerados. Tenho plena consciência de que vou arcar com as consequências dos meus atos ilícitos, cansei de pedir sem merecer. Talvez, aqueles que me cercam, me façam ser um homem diferente e eles que tenham suas precauções, porque saberei reconhecer quem está contra mim ou a meu favor. Aqueles que estiverem dispostos a unir-se a mim, serão meus. Mas aqueles que se opuserem a mim, então podem se considerar pedras de tropeço. Inimigos tenho que destruir antes que me destruam. Que todos os meus inimigos se apresentem, pois aquele que não se apresentar, então será descoberto por uma vingança incontrolável.
Me deixem em paz!
Esqueçam que eu existo!
Tenho lutado a muitos e muitos anos contra um mau que há dentro de mim e que faz parte da minha natureza. Tenho medo do que sou e do que posso me tornar. Portanto, observem que nada é o que parece. O mistério se disfarça de nada e os ignorantes nunca enxergam o que está por traz do nada. A morte é um abstrato concreto que vive e impera no mundo dos viventes.
Nada é o que parece diante da crise.
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