MAGNETISMO
Ajunto meus blocos, enfeito meus traços, repasso abraços. Neste dia embalei-me nas emoções. Pedaços de qualquer coisa fizeram o avesso do inverso. Meu toque era o seu suspiro. O valor da metade de quase nada que ainda resistia em mim, acabara por se molhar de novidades.
Bem sei que as complicações dos dizeres escritos, cansam ou fascinam os olhos atentos de meros compartilhadores de esperanças nascidas. Quando lanço os meus tiros poéticos em ti, te aprisiono nas minhas memorias e faço dos meus pensamentos a tua morada.
O castelo de objetos sem utilidades, abriga minha nada cansada força. Aquele olhar frio que ponho na tua direção. Aquelas flechas ditas que te feriram de emoção. Aquele magnetismo que fazia o meu tato deslizar-te por inteira. O colo esperado chegou. O beijo de chamas te chamas para cama. A timidez implora por um pouco de luz no escuro.
O acrílico quebrou-se. A grama é o cheiro, a vista, a prosa. A intensa briga pela disputa de uma entrega.
Quem se entrega mais? Quem da mais prazer?
Esqueçamos por hora tudo o que possa nos tirar a concentração. Sejamos focados naquilo que nos dará o que nunca sentimos antes. Os olhos devem ser atentos, detalhistas e penetrantes. As mãos devem servir mutuamente a tudo que seja palpável. Sejamos exploradores de raros prazeres. Até que a alma se abale e o corpo em transe, transe e transe com os sentimentos mais puros e verdadeiros até que a transa seja somente o vulgo do amor bandido. Teu magnetismo é absoluto e se disfarça debaixo da capa de moça inocente. A sua inocência pertence à minha experiência. Experiência que te fará visitar os astros mais ricos do espaço sideral e do romance magnético.
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