PELÚCIA

O momento é de reflexão.
Para quem vê a solidão como um limão, que mesmo tão azedo pode dar uma boa limonada. Um refúgio ao refrigério. Enveredei-me aos tumultos juízos de desertos calores. Sucessivo progresso. Contrição absurda. Meu humor se tornou levadiço quando te avistei pela primeira vez, mas percebi que a sua aproximação não passava de uma mera distância. Como sobrevivente da solidão, tratei de me apegar a uma Pelúcia viva. A Pelúcia é uma contagiosa cura. O calor que abraça a pele aliviando o frio e o pluvioso presente evasivo. Uma Pelúcia mulher, uma mulher de pelúcia. 
O repouso do eu réprobo, envaidece minha fragilidade, sucumbindo minhas expectativas de novos mundos. A gata Pelúcia desencadeou uma conjetura a cerca do que se sente com o prazer. 
Como um repentista, vociferei eloquentemente meus delírios mais diversos por tua vontade. De obséquio em obséquio reprimi a mendicidade por um caminho singelamente único. Se hoje o igapó é o momento, então tua maciez tornara eruptivo minha vontade de te amar alarmante, nem que seja por um instante. Externando a minha fria soberba auto piedosa, sinto falta de uma admoestação à altura. 
A Pelúcia é revestida de maciez, delicadeza, beleza, serenidade, olhos baixos e um toque sutil de timidez. Sua graciosidade é nítida e aflora no desconhecido do meu profundo mistério. Minhas raízes querem invadir suas terras. Pelúcia que me serve de travesseiro nas insônias delinquentes. Serei ilícito às tuas leis e farei com que se entregue fervorosamente aos meus encantos te conduzindo pela eletricidade das nuvens de sonhos que você jamais realizou, mas que está a um passo de realizar. 
Meigos passos me aproximam dos caminhos da sua intimidade. Amo a liberdade, mas adoro uma boa amizade. Virtuosa Girassol que segue o meu sol que brilha de ponta a ponta do meu dia e ainda aquece um pedaço de mim que não te esquece.

Minha Pelúcia. Pelúcia minha. 

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