"RELÍQUIA DO ACASO"
Eu gosto de saciar a vontade de ter a metade do que não se divide deitado em mim.
Releio o livro que vem do meu sentimento. Romance e tormento. Não sou o que sou, mas vim do que sei. Aprendo com o saber do conhecimento, representando o avanço do calor do momento filtrando desejos. Esse seu batom cor de beijo, retoca o contorno da sedução e carimba os meus lábios. A língua de fogo que lambe e explode na boca, retrata o vulcão expressivo. O núcleo do meu ser é um gostoso mistério, relíquia do acaso, um caso bem sério. Na cadeira de balanço abraçados até o cair da tarde, um do-ré-mi-fá com cheirinho de alfazema, a verdade ajoelhada aos teus pés como um pedido desesperado de socorro. Só corro quando sei que não posso. A imortalidade das lágrimas do orgulho q não chora há anos, aflora na vegetação onde os caules apanham do desprezo. Os teus cílios alongados não impedem meu globo ocular de transmitir informações ao cérebro que desfalece em prol de ti, absurda beleza lírica.
Do capricho ao respeito, despeito, defeito, maquinando a volta por cima. Uma morte ressurreta, invasivo remendo do que não se reconstrói, flutuas o cheiro das frutas vermelhas no címbalo que retine. Outrora perdi o sossego e pranteei de arrependimento.
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